Libretos lança livro Governar na Crise, de Marco Weissheimer

WALMARO PAZ
Dois anos depois do governo Sartori ter colocado o Rio Grande do Sul neste buraco negro da crise onde não aparece nem mesmo uma chama de vela no fim do túnel, vale a pena a leitura do livro “Governar na Crise” (Um olhar sobre o governo Tarso Genro – 2011/2014), de Marco Weissheimer, que será lançado pela Libretos na segunda-feira (6), no Clube de Cultura, as 19h30min.maarco
A obra de 222 páginas do repórter do site Sul21 é uma análise que serve de contraponto às propostas catastróficas de governabilidade que estamos vivenciando. Não se trata de uma apologia do governo Tarso, mas uma análise crítica sobre as duas propostas de governo que vem se alternando no Palácio Piratini desde o final da ditadura: o neoliberalismo baseado em dados contábeis e no combate ao déficit fiscal ou a implementação de políticas públicas de crescimento das economias familiares, com salários justos e pagos em dia que movimentam a economia do Estado.
Já na apresentação, onde o autor tenta responder as perguntas: “O que é governar? Para que serve um governo? Qual a medida para avaliar se um governo é bom ou não? ” – fica clara a sua intenção. Com a citação do economista texano James K. Galbraith que faz uma crítica profunda ao projeto neoliberal citando a história dos Estados Unidos e mostrando que o desenvolvimento da potência do norte foi financiado totalmente com a dívida pública e o “ saneamento” desta dívida levou a grande recessão.
Segundo ele, “a receita de que é possível cortar o gasto público sem cortar a atividade econômica é completamente falaciosa, como mostra bem a realidade vivida por vários países europeus nos últimos anos”. E cita Galbraith: “Em todos os lugares em que foi aplicada, a austeridade produziu mais austeridade, mais desigualdade, mais concentração de renda…”
Seu maior argumento é dado pela aprovação das contas de Tarso no Tribunal de Contas do Estado relatado pelo ministro ex-peemedebista, Algir Lorenzon; “Ele sacou bastante do Caixa Único? Sacou, é verdade, mas aplicou mais do que qualquer outro… na educação, na saúde, no pagamento dos precatórios, no reajuste aos servidores públicos, no pagamento em dia desses servidores e na reposição de pessoal das áreas de segurança, saúde e educação”.
Enfim, o livro merece uma leitura atenta nestes tempos difíceis. Como anexo, nas suas últimas páginas o autor colocou o programa de governo elaborado em 2010, depois de ter entrevistado vários gestores dos diferentes setores do governo Tarso, permitindo uma comparação entre o que foi executado e o que estava programado.

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