Se o prezado leitor ainda não decidiu que presente vai enviar para aquele(a) amigo(a) distante, eis aqui algumas sugestões de livros produzidos em 2015 no RS.
O primeiro é uma barbada de JÁ Editora: História Ilustrada do Rio Grande do Sul, reedição atualizada de uma série de fascículos lançada em 1997. Um livro de peso, com 350 páginas.

A segunda sugestão (por ordem de lançamento) é Esse Tal de Borghettinho, de Marcio Pinheiro (Belas Letras, 240 páginas).
Jornalista (filhos de jornalistas) que conhece música, Márcio Pinheiro foi bastante além da biografia do gaiteiro Renato Borghetti, o cinquentão que está nos palcos há mais de 30 anos: traçou um amplo panorama da música regional gaúcha.
Preenchendo uma lacuna na historiografia da música do RS, fala de todo mundo, do Radamés Gnatalli a Vitor Ramil, passando por Barbosa Lessa, Teixeirinha, Pedro Raimundo, Irmãos Bertussi, Luiz Carlos Borges e os modernos que têm como habitat a Cidade Baixa.
É tanta gente que faz falta um índice remissivo, mas a leitura é fácil porque o livro apresenta uma boa arquitetura narrativa. Se o livro for para uma segunda edição, o autor promete aprofundar o capítulo final sobre a Fábrica de Gaiteiros, o genial projeto do Borghettinho estabelecido em Barra do Ribeiro e difundido em escolas do Estado.
A outra opção musical é ELIS – Uma Biografia Musical, de Arthur de Faria (Arquipélago, 272 páginas). Músico que não perdeu o fio como jornalista, Arthur de Faria disseca a vigorosa veia musical de Elis ao mesmo tempo em que esmiuça as contradições de sua vida e sua carreira, encerradas aos 36 anos, em 1982, com uma overdose de cocaína.
Arthur de Faria escreve leve e vai costurando histórias intercaladas aqui e ali por detalhes que somente um músico poderia sacar. Revela os bastidores de shows e discos não com o viés de fofoqueiro, mas com curiosidade de colega da música. Como daquela vez em que Elis demitiu em cena um músico mineiro que insistia em improvisar durante os espetáculos. Segundo Faria, foi assim: “Eu gostaria agora de apresentar esses músicos maravilhosos. Na guitarra, tocando comigo pela última vez…Toninho Horta!”

Aqui e aqui Faria breca a narrativa com parágrafos de uma ou duas palavras. Vai revelando assim o gênio desconcertante da cantora que nasceu na Vila IAPI e cresceu fazendo programa de auditório no rádio de Porto Alegre. Acaba compondo uma biografia mais rica e interessante do que as anteriores — Furacão Elis, de Regina Echeverria, escrita poucos anos depois da morte da artista; e o recente livro de Julio Maria, jornalista de São Paulo que se debruça sobre detalhes da morte e da vida da cantora.
Sugestões de presentes de Natal
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