
O presidente definiu a ministra como “mineirinha agauchada”. e elogiou sua coragem (Foto: Ricardo Stuckert/ABr/JÁ)
Elmar Bones
O presidente Lula deu a senha para que a ministra Dilma Rousseff, saia da zona de sombra em que se mantém desde que assumiu a Casa Civil. “Eu quero mencionar uma pessoa que deveria estar falando aqui no meu lugar”, disse Lula, referindo-se à ministra no discurso que fez nesta quarta-feira (19/4) em Osório, perante um público de 500 pessoas – operários que constroem o maior parque eólico brasileiro, militantes petistas, parlamentares, empresários, jornalistas.
Falando de improviso, o Presidente revelou que a escolha de Dilma para o ministério das Minas e Energia se deu no primeiro dia em que a conheceu, ainda antes da eleição, numa reunião em que discutia o programa de governo com técnicos da área de energia. Dilma era secretária de Minas e Energia do governo de Olívio Dutra, no Rio Grande do Sul.
“Era um sábado, ela entrou com o lap-top embaixo do braço. Toda vez que ia rebater um argumento, ela ia na telinha buscar as informações”. Lula disse que Dilma foi uma “escolha intuitiva” e, para mantê-la, não hesitou em frustrar “companheiros de dez anos” e contrariar aliados importantes. “Eu nem tinha falado com ela e já dizia: negociaremos qualquer coisa, menos Minas e Energia”. O presidente definiu a ministra como “alguém diferente” e elogiou sua coragem de “mineirinha agauchada”.
No final, quebrou o protocolo e chamou Dilma para falar sobre o parque eólico, que estava sendo simbolicamente inaugurado. A ministra fez uma rápida fala informal, mas logo depois, enquanto Lula misturava-se à militância petista que gritava “Um dois três, Lula outra vez”, Dilma Rousseff atraia a atenção dos jornalistas falando sobre a falência da Varig e até as propostas de impeachment do presidente. “Não tem base, querem ganhar no tapetão porque temem perder nas urnas”, bateu.

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