Helen Lopes
Ao invés de 286 funcionários, a Emater vai demitir mais de 400. A informação consta em notificação entregue aos funcionários nesta semana. “É um número que nos surpreende. Representa quase 20% dos servidores”, lamenta o presidente da Associação dos Servidores da Ascar-Emater/RS (ASAE), Lírio Antônio Zarichta.
Segundo Zarichta, um levantamento feito pela entidade aponta que 70% dos funcionários demitidos atuavam na área técnica e executavam trabalhos diretamente em propriedades rurais – a direção da Emater anunciou que todos os desligados seriam da área administrativa.
A ASAE denuncia ainda que alguns escritórios da Emater no interior do Estado serão fechados, como nos municípios de Minas do Leão, Taquari e Ibiaçá, próximo à Passo Fundo. “A redução brusca do quadro funcional vai afetar a qualidade de vida do público assistido e prejudicar o desenvolvimento rural sustentável do Estado”, entende Zarichta.
As novas demissões não foram confirmadas pelo presidente da Emater, Mário Nascimento, que foi procurado pela reportagem, mas até o fechamento desta edição, não se pronunciou.
Direção anunciou número menor
Em 21 de agosto, o presidente da Emater, Mário Nascimento, confirmou a demissão de 286 funcionários que continuaram trabalhando após a aposentadoria. O corte no quadro funcional faz parte do programa de reestruturação da Emater, que está se adequando à redução na sua verba. Pelo novo convênio com a Secretaria de Agricultura, assinado na semana passada, o Governo do Estado vai repassar R$ 7 milhões ao mês para a instituição – R$ 2 milhões a menos do que o contrato anterior. Nascimento garantiu que todos os desligados seriam da área administrativa e que a medida não afetaria os programas de extensão rural.

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