
Moradores do Moinhos de Vento prometem realizar outras manifestações até que a Prefeitura encontre uma alternativa ao corte (Foto: Carla Ruas/JÁ)
Carla Ruas
Moradores da Marquês do Pombal, no bairro Moinhos de Vento, realizaram nesta segunda-feira, (01/05) mais um protesto contra a poda radical das árvores da rua, planejado pela Prefeitura para viabilizar a construção do Conduto Álvaro-Chaves Goethe. Cerca de 80 pessoas caminharam entre as ruas Doutor Timóteo e Coronel Bordini, carregando faixas e gritando palavras de ordem, como “Queremos nosso verde”.
O engenheiro Paulo Vencato, um dos lideres da manifestação, destaca que a revolta dos moradores não é somente pela causa ambiental, mas também porque o túnel verde é uma característica do bairro. “A Prefeitura diz que vai compensar o corte das árvores plantando outras pela cidade, mas não leva em conta os valores sócio-culturais envolvidos”. Ele é o coordenador da “Comissão contra o corte do Túnel Verde da Marquês do Pombal”, criada para dar força ao movimento.
Desde o dia 12 de abril, após uma reunião entre moradores e representantes do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAM), as obras estão suspensas na Marquês. Duas árvores foram podadas, em frente ao número 450. A comunidade local alega que o “corte radical” matará as árvores, enquanto a administração municipal afirma que elas podem se recuperar, no tempo de 10 a 15 anos.
“Estamos reunindo cada vez mais moradores do Moinhos de Vento e de outros bairros, como Petrópolis”, diz a vice-presidente da Associação Moinhos Vive, Alda Py Veloso. Ela afirma que o grupo está colhendo assinaturas em um abaixo-assinado e pretende realizar outras manifestações até que se encontre uma alternativa ao corte.

Deixe um comentário