Felipe Uhr
A Câmara Municipal de Porto Alegre derrubou por 26 votos a 9, na tarde desta quarta-feira, o veto do prefeito Nelson Marchezan Júnior ao projeto que altera o teto salarial dos servidores públicos de Porto Alegre.
No início da sessão, o vereador Claudio Janta (SDD), líder do governo na Câmara, orientou aos seus colegas da base que derrubassem o veto a pedido do próprio prefeito Marchezan.
A decisão eleva o salário máximo na Capital para cerca de R$ 30 mil. Isso equivale a 90,25% do que recebe um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
A estratégia do governo é contar com apoio dos vereadores para aprovar um conjunto de projetos que altera as gratificações dos servidores, chamados de projetos de meritocracia. O primeiro deles foi enviado ao Legislativo na terça-feira, dia 27, e modifica as gratificações dos auditores da Secretaria da Fazenda.
Desde a segunda-feira, 26, o vereador Janta tem mantido reuniões com líderes da base aliada e parlamentares independentes, para acertar o acordo. Um deles, o vereador Idenir Cecchim (PDMB), admitiu na tribuna que iria derrubar o veto e que era a favor dos projetos de meritocracia.
Ainda na segunda, a manutenção do veto do prefeito era certa pela base governista. “Tínhamos os votos necessários” afirmou o vice-líder do governo, o vereador Moisés Maluco do Bem (PSDB).
Assessores parlamentares afirmaram que o governo cedeu temendo uma represália dos funcionários da Fazenda, que vem acompanhando as sessões nas galerias. “Se derrubassem o veto, o secretário Leonardo Busatto não permaneceria”, garantiu um deles.
Marchezan cede aumento do teto salarial por apoio em projetos de meritocracia
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