Margem de lucro da indústria quase dobrou em 2016

O boletim do IEDI desta terça-feira mostra uma “recomposição das margens de lucro das empresas não financeiras”.

A indústria teve o ganho mais expressivo: a margem, de 3,7% em 2015, subiu para 6,6% em 2016.

Os dados vem de um levantamento preliminar na contabilidade de 107 empresas não financeiras.

A partir de maio, com a publicação de um número maior de balanços, uma versão completa do trabalho será realizada levando em conta uma amostra com mais empresas, segundo o boletim.

Outras tendências foram constatadas no levantamento já feito:

     •  Depois de grande elevação das despesas financeiras líquidas em 2015, o conjunto das 107 empresas analisadas (excluída a Vale) conseguiu reduzir bastante o peso dessas despesas, que passaram de 49,8% para 29,6% das receitas operacionais. Esse movimento foi mais intenso para as empresas industriais (exceto Vale): de 70% para 26,2%, no mesmo período.

     •  O ano de 2016 foi marcado por estratégias de redução do endividamento. Os indicadores mostram o início do processo, ainda em aberto. Para o total da mostra as relações do capital de terceiros e do endividamento líquido com o capital próprio recuaram um pouco: de 1,8% para 1,7%, no primeiro caso, e de 65,9% para 62,7% no segundo caso. O movimento foi mais expressivo no setor de serviços e menos intenso na indústria.

     •  Isto é, as empresas concentraram esforços em 2016 na busca de seu reequilíbrio econômico-financeiro, tendo obtido relativo sucesso. As margens líquidas de lucro voltaram a crescer para o total da amostra de empresas. No caso da indústria (exceto a Vale), o indicador lucro líquido em relação à receita operacional, ou seja, após as despesas com encargos das dívidas e as variações monetárias e cambiais, subiu de 3,7% em 2015 para 6,6% em 2016.

     •  Apesar desta alta na margem de lucro, o quadro recessivo dificultou o repasse da alta nos custos de produção, sobretudo na indústria. A margem de lucro operacional das empresas industriais (exceto a Vale) retrocedeu de 10,8% em 2015 para 10,3% em 2016.

(Carta IEDI n. 754.Da assessoria de imprensa)

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