Estreia na terça-feira, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, a exposição “No tempo dos alquimistas: primeiras receitas da fotografia analógica”. A mostra inaugura com coquetel às 19h e ficará instalada nas Salas Negras até o dia 30 de agosto, com visitação de terças a domingos, das 10h às 19h.
Com curadoria do fotógrafo Luiz Eduardo Robinson Achutti, a exposição reúne o trabalho de 34 jovens artistas, estudantes de Artes Visuais da UFRGS e alunos da disciplina Laboratório de Processos Fotográficos nos anos de 2014 e 2015. Dentre as obras, serão expostas fotografias nas técnicas Cianotipia, Marrom de Van Dyke, Papel Salgado e Goma bicromatada.
Esta exposição é uma convergência de métodos tradicionais de impressão fotográfica contextualizados na contemporaneidade. A coletiva conta com 34 artistas, estudantes de Artes Visuais da UFRGS, alunos de Achutti, um dos poucos profissionais do cenário gaúcho que ainda utiliza de tais procedimentos.


Os estudantes de Artes Visuais
Alissa Gottfried, Ananda Aliardi, Augusto dos Santos, Bruno Silveira Pires, Cacau Weimer, Carolina de Góes, Carolina Viana da Silva, Christian Remião Caetano, Clarisse Irala, Fernanda Feldens, Fernanda Puricelli, Flávia Campos de Quadros, Geovani Da Silva, Gilberto Menegaz, Giordana Winckler, Gisele Reichert, Jéssica Camejo, Karenn Liège Borges, Krishna Daudt, Letícia Verardi, Mariana Duarte, Monique Maccari, Nede Losina, Patricia Guterres, Patrizia Pacheco, Rainer Steiner Campos, Renata Ferreira da Costa, Rose Lütz, Samantha Alixandrino, Stephanny Lotus, Souza Vilela, Valentina Malavoglia, Vitória Tadiello, Willian Ansolin.
Luiz Eduardo Robinson Achutti
“Há praticamente dez anos recebo os alunos nas tardes e noites de quartas-feiras para ensaiarmos uma volta no tempo. De certa maneira, trata-se de uma volta híbrida. Levamos ao passado todos os recursos modernos disponíveis para obtenção de imagens, tratamentos e confecção de negativos para copiá-los sobre papel de aquarela, com as técnicas que constam nos receituários do século XIX – primórdios da fotografia.
Usamos aventais, balanças, receitas, potes, vidros, pincéis… Misturamos, compomos, reinventamos, brincamos, aquecemos, enfeitamos – acertamos e erramos com a mesma determinação e fé. Os erros são bem- vindos de lá trazidos para este pseudo-perfeito mundo atual. Uma verdadeira reunião, uma espécie de prática culinária afetiva para saciar almas. Nossos “pratos” são servidos ao estilo Marrom de Van Dyke, Cianotipia, Papel Salgado e Goma Bicromatada.
Também escutamos músicas, falamos do mundo de hoje, discutimos arte e fotografia, bebemos café, debatemos comportamentos, modas, manhas e artimanhas, convivemos aprendendo entre nós: alunos, monitores e professor – sempre em nome da fotografia e seus mistérios.
Tudo começou lá no dia 7 de julho de 2006, minha primeira turma da graduação do Departamento de Artes Visuais da UFRGS a trabalhar com técnicas alternativas foi acolhida aqui mesmo no MARGS, na sala Oscar Boeira, para uma tímida exposição de fotos em goma bicromatada. Só agora percebo como aquele evento foi importante.
Hoje, nesta segunda oportunidade, agora nas Salas Negras, os alunos das turmas de 2014 e 2015|1 vêm com um trabalho mais consistente, certamente também um fruto do empenho dos demais alunos desses dez anos decorridos. A presente exposição, por isso, se reveste de uma certa importância simbólica , neste espaço tão nobre, há muitos anos dedicado à Fotografia, pelo qual, em nome de todos, agradeço o apoio do artista Paulo Amaral, atual diretor do MARGS.
Nunca, em Porto Alegre e, provavelmente no Brasil, existiu uma exposição com essa qualidade e quantidade de trabalhos utilizando as técnicas da fotografia na sua era pré-industrial.
Como costumo repetir: – A fotografia é uma forma de habitar o mundo. Nos veremos em outras viagens.”
"No tempo dos alquimistas" estreia amanhã no MARGS
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