Felipe Uhr
O Presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, vereador Mauro Pinheiro (PT), assume interinamente a cadeira de prefeito às 14h dessa quarta-feira (22).
E apesar de desfrutar de plenos poderes durante seu período de exercício como chefe do Executivo, Pinheiro não deverá aprovar o projeto de lei de seu companheiro de bancada Marcelo Sgarbossa, que prevê o fim de contratações de empresas doadoras de campanhas políticas.
Na segunda-feira, Pinheiro havia afirmado ao Jornal do Comércio que sancionaria o texto se tivesse oportunidade.
Apesar de ser simpático ao teor do texto, Pinheiro admite a impossibilidade de tomar tal atitude. “Eu votei a favor do projeto, mas não faria nada contrário ao pensamento do prefeito Fortunati”, avisou, lembrando que desconhece a opinião do titular do Executivo a respeito do assunto.
“Seria totalmente anti-ético”, complementou.
Ele antecipa que não fará grandes alterações na agenda tradicional do Paço Municipal. Em seus pouco mais de dois dias na cadeira, Pinheiro pretende recolher informações precisas sobre dois postos de saúde que estão para ser construídos na Zona Norte da Capital.
Segundo o vereador, a prefeitura tem um acordo com o Grupo Hospital Conceição e deve repasses a entidade que poderia interferir na situação. “Vou me reunir com alguns secretários para saber mais, já que como vereador estou tentando a liberação dos recursos para as obras”, justifica.
Mauro Pinheiro recebe o cargo das mãos do vice-prefeito, Sebastião Melo, que embarca para Brasília em seguida. O prefeito José Fortunati está na Europa em uma agenda da Frente Nacional de Prefeitos, da qual é presidente, e retorna à Capital somente na sexta-feira.
Mauro Pinheiro admite impossibilidade de sancionar projeto anti-corrupção
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