Na próxima semana iniciam os trabalhos de digitalização do acervo do jornal Correio do Povo. No segundo andar do prédio da esquina da Caldas Junior com a Rua dos Andradas, estão guardados 120 anos de história do jornal, desde a edição de número um, em 1º de outubro de 1895. São mais de 1,5 milhão de páginas de jornal que serão scaneadas e transformadas em arquivos pdf. A iniciativa é uma parceria do jornal com a Celulose Riograndense (CMPC). Os trabalhos devem estar concluídos em vinte meses.
O diretor de Relações Institucionais e Marketing da CMPC, Francisco Bueno, destacou a importância de se ter o acervo analógico, em papel, mas recordou que sempre há o risco de catástrofes naturais, incêndios e acidentes. Além disso, a digitalização torna o material mais acessível.
“O acervo do Correio do Povo é a própria história do Rio Grande do Sul, pois a empresa jornalística foi fundada apenas seis anos após a Proclamação da República e próximo à Abolição da Escravatura. O investimento na digitalização do acervo do CP, é um backup, uma garantia de que essa memória será preservada e, também, a possibilidade de que esteja acessível a todos, especialmente aos estudantes”, afirmou Bueno.
O processo de digitalização será executado pela Doc Digital. A empresa digitalizou os acervos de Moacyr Scliar e Caio Fernando Abreu em parceria com o Delfos – Espaço de Documentação e Memória Cultural, da Pontifícia Universidade Católica (PUC).

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