O Comitê Carlos de Ré da Verdade e da Justiça, que atua no âmbito dos Direitos Humanos e cobra o reconhecimento das vítimas da ditadura militar brasileira, denunciou à Assembleia Legislativa a descaracterização do edifício onde funcionava o Dopinha em Porto Alegre – centro de tortura clandestino no bairro Bom Fim.
Segundo o coordenador da entidade, o músico Raul Ellwanger, o edifício – que é inventariado pela prefeitura de Porto Alegre por seu interesse histórico na salvaguarda da memória – teve demolido um anexo para a construção de novo prédio, além da colocação de uma piscina.
Há cinco anos o grupo pressiona para que o imóvel, que fica no número 600 da rua Santo Antônio, seja transformado em sede do Centro Cultural Ico Lisboa, uma homenagem ao militante morto nos porões da ditadura.
O local já foi reconhecido como centro de tortura clandestino por autoridades públicas e em 2015 houve até uma cerimônia para descerrar uma placa informando as sevícias aplicadas no local.

Não é a primeira vez que os militantes denunciam tentativas de modificação no imóvel. No início de 2016 houve inclusive uma vistoria no local e a prefeitura cobrou a paralisação das obras.
Segundo o Comitê, há um projeto de reforma do edifício autorizada pela prefeitura em 2010, porém um requerimento posterior de demolição de estruturas foi indeferido – o que deveria ter gerado uma multa aos proprietários.
A Comissão de Direitos Humanos do Legislativo gaúcho determinou a realização de nova inspeção presencial no imóvel, porém, a data ainda não foi anunciada.
Militantes dos Direitos Humanos denunciam descaracterização do antigo Dopinha
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Comentários
Uma resposta para “Militantes dos Direitos Humanos denunciam descaracterização do antigo Dopinha”
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Foi o local aonde o sargento Manoel Raimundo foi torturado por meses. Provavelmente, no pátio há cemitério clandestino. O poder público tem que fazer algo p/ preservar o local como centro de memória.

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