Moradores da cavalhada criam Conselho Comunitário de Segurança

FELIPE UHR
Assustados com a insegurança do bairro e dispostos a mudar o atual quadro de criminalidade, cerca de cem moradores do bairro Cavalhada criaram o Conselho Comunitário de Segurança do Bairro. A criação do conselho foi anunciada em reunião na sede do Centro da Comunidade Parque Madepinho (Cecopam), na noite desta quarta-feira.

 | Ramiro Furquim/Jornal Já
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Os moradores afirmaram que andam assustados e amedrontados, frente às frequentes ocorrências. “Hoje mesmo um garoto foi assaltado na rua de cima da minha”, contou uma moradora. “Soube de gente que morreu pois não tinha nada”, lamentou outra.
O encontro durou duas horas e reuniu representantes da Segurança Pública, estadual e municipal. Também esteve presente o tenente-coronel da reserva Lanes Vieira, que ficou conhecido após recomendar que chamassem o Batman, quando jovens reclamaram de roubos e furtos durante uma Serenata Iluminada, realizada no Parque da Redenção.
 | Ramiro Furquim/Jornal Já
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Aposentado há 40 dias, Lanes falou para a comunidade durante 15 minutos, dando dicas de segurança. “Nossa sociedade está com um câncer e estamos tratando com chá de funcho”, exclamou o ex-comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar.
Vieira também alertou os presentes para que tomem precauções na rua. Segundo ele é importante estar atento, evitar andar sem companhia, carregar somente o necessário e evitar andar com pertences de muito valor.
 | Ramiro Furquim/Jornal Já
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O policial também deu dicas de como agir em um assalto, e defendeu que é importante que o bandido não se sinta ameaçado, que se deve interagir com o assaltante, mas sem encará-lo.
Vieira também lamentou a baixa participação de jovens no evento: “Era a gurizada que deveria estar aqui”. Para o ex-comandante o jovem precisa ver a Polícia “com respeito e como autoridade, mas também como um amigo e amparo”.
Capitão anunciou medidas 
Também falou à comunidade o Comandante da 3ª Companhia da Brigada Militar, capitão Arthur, responsável pela segurança da região. O Capitão admitiu “que os recursos disponíveis não são os ideais”, mas anunciou providências.
O capitão defendeu a importância de as vítimas registrarem Boletim de Ocorrência. Segundo ele, é feito um estudo, através da ocorrências e registros que são repassados pela Secretaria de Segurança Pública.
 | Ramiro Furquim/Jornal Já
Capitão Arthur | Ramiro Furquim/Jornal Já

O Comandante também disse que algum tempo já a uma viatura que ficará exclusivamente patrulhando a região e mais três bairros. Ele garantiu que a viatura não sairia da área demarcada para atender outras demandas: “Ela está livre do 190”. Arthur também alertou sobre grupos de whatsapp, pois podem ajudar, mas em alguns casos atrapalham o serviço da Brigada Militar, pois infiltrados estariam nesses grupos, obtendo informações e escapando da vigia.
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“Não há vontade política para resolver [crise da segurança pública]”, protestou Paulo Bittencourt | Ramiro Furquim/Jornal Já
Por fim, o morador Paulo Bittencourt esbravejou, questionando às autoridades presentes: “Porque não chamam a Guarda Nacional? Não querem resolver!”. Paulo é integrante do Grupo “Segurança Urgente”, que foi criado após o assassinato da estudante Sara Tótaro, morta na frente dos pais, por volta das 22h da quinta-feira passada, quando chegava em casa.

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