Felipe Uhr
Samba ao ar livre, crianças brincando, pessoas deitadas na grama, conversando, tomando um mate, lendo um livro ou simplesmente curtindo o sol que apareceu na bonita tarde deste sábado e fez com que um público de aproximadamente 200 pessoas comparecesse à praça Brigadeiro Sampaio no centro de Porto Alegre participar da mobilização contra o atual projeto de revitalização do Cais Mauá.
O evento Acorda pro Cais Porto Alegre é uma forma de alertar as pessoas para a importância da utilização dos espaços públicos e já mobilizar para a audiência pública que ocorrerá na próxima sexta-feira, dia 18.
O movimento Cais Mauá de Todos, quem organiza o evento, desde o inicio do ano vem promovendo esse tipo de lazer para que haja uma maior discussão sobre a revitalização e principalmente, a retirada do projeto para que outros também possam ser avaliados.
Durante o show da cantora Bibiana Petereck, organizadores falaram sobre a importância da mobilização. Tiago Holzmann da Silva, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB- RS) lembrou antigas ações populares, como a mobilização contra a derrubada do Mercado Público e da Usina do Gasômetro, nas décadas de 70 e 80, e que hoje são cartões postais da cidade.
A jornalista Kátia Sumam também destacou que a sociedade não pode aceitar a imposição da Prefeitura sem uma discussão do projeto: “Chega desa coisa de que é isso ou nada,” exaltou, sob aplausos dos participantes.
Movimento contesta contrato
Além da construção de um shopping e de duas torres entre os armazéns do Cais do Porto o “Cais Mauá de Todos” contesta a execução legal do projeto. Segundo o sociólogo João Volino, o EIA-RIMA (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental) do projeto, que será apresentado e discutido na audiência do dia 18, mais parece um anúncio publicitário do que um estudo sério.
“Eles não explicam muitas questões que devem ser esclarecidas como por exemplo para onde irão os dejetos que esses empreendimentos irão gerar?”. Outro ponto questionado por Volino é a questão contratual do projeto. “Nem as garantias bancárias foram apresentadas”.
Durante o evento, foram colhidas assinaturas de um abaixo-assinado contra a obra, alegando justamente o não cumprimento legal do contrato, licença ambiental, plantas arquitetônicas e EIV/EVU, Estudo de impacto da Vizinhança e do Estudo de Viabilidade Urbanística.
Movimento reforça protestos contra atual projeto de revitalização do Cais Mauá
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Comentários
Uma resposta para “Movimento reforça protestos contra atual projeto de revitalização do Cais Mauá”
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Só uma pergunta. Se não for um consórcio privado, quem vai bancar a revitalização e a manutenção do ‘cais Mauá de todos’? Vcs? Poder público falido? Vamos deixar de hipocrisia…

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