Agenda intensa para debater a revitalização do Cais Mauá

Naira Hofmeister
Contrariando a regra de que a aproximação de Natal, Ano Novo e das férias escolares desmobilizam grupos de ativistas, o coletivo A Cidade Que Queremos intensifica sua agenda neste final de ano.
O objetivo principal é questionar os termos do contrato de arrendamento do Cais Mauá a um consórcio e o próprio projeto de revitalização, que embora preveja o restauro dos armazéns tombados pelo patrimônio histórico, propõe a construção de três torres – a mais alta com 100 metros – e um shopping center.
“Mais do que o final do ano, queremos marcar o início das atividades de 2016, porque precisamos entrar em janeiro com uma mobilização a mil (por hora)”, ilustra o funcionário público Silvio Jardim, que integra o grupo.
Últimos dias: contribua com a construção do Dossiê Cais Mauá do Jornal JÁ
As atividades começam neste sábado (28), com a ManiFESTA Cais Mauá, que acontece na avenida Sepúlveda, diante do pórtico central do antigo porto da Capital. O ato inicia às 19h e, além de discursos, inclui apresentações musicais, teatro e dança.
O grupo organiza um abaixo-assinado para pedir o tombamento da paisagem do Cais Mauá. O documento será entregue ao Ministério da Cultura.
Na próxima semana, a agenda do movimento A Cidade Que Queremos incluiu compromissos na Assembleia Legislativa, na quarta-feira (02) e na Procuradoria Geral do Estado (PGE) – em ambos os casos, o objetivo é denunciar as irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado na concessão da área à iniciativa privada e pedir a rescisão imediata do contrato.
Estão previstos ainda um debate com alunos e estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e uma coletiva de imprensa. As datas ainda estão sendo definidas, mas tudo deverá ocorrer na primeira quinzena de dezembro.
O grupo se reúne todas as sextas-feiras pela manhã para organizar novas ações e preparar materiais. A agenda foi exposta no último encontro, que ocorreu no Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa).
Militantes promovem “desabraço” à prefeitura
Para encerrar a intensa agenda, no dia 18 de dezembro, uma sexta-feira, o grupo promove um “desabraço” à Prefeitura, dando os braços de costas para o edifício do Paço Municipal e de frente para a antiga área portuária.
A intenção é criticar a descaracterização do patrimônio histórico-cultural de Porto Alegre e a “entrega do Cais Mauá para a especulação imobiliária” sem o devido debate público.
O ato também contará com batucada e apresentações teatrais.
Coletivo ganha novas adesões
Lançado no dia 6 de novembro, o coletivo A Cidade Que Queremos recebeu na última sexta-feira (27) duas novas adesões – a do Centro Comunitário de Desenvolvimento da Tristeza, Pedra Redonda, Vila Conceição e Vila Assunção e do movimento Viva Guaíba.
“Nossa luta é pela proteção das águas do Guaíba, e para isso é preciso preservar a orla, que está sendo loteada”, condena a jornalista Luciene Schuch, fundadora do movimento.
O grupo pretende fazer o lançamento oficial no final da primeira quinzena de dezembro, com uma coletiva de imprensa com participarão também da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) e A Cidade Que Queremos.
Com os novos integrantes, o coletivo conta agora com 13 organizações em sua composição.

Adquira nossas publicações

texto asjjsa akskalsa

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *