Movimentos voltam a praça para debater o futuro de Porto Alegre

Depois de uma participação extraoficial na 61ª Feira do Livro de Porto Alegre, quando o coletivo Cais Mauá de Todos promoveu um ato público contestando a proposta de revitalização da antiga área portuária de Porto Alegre, nesta sexta-feira (13), o grupo é convidado da organização para um debate na Praça da Alfândega.
“A Cidade que Queremos” será o tema da discussão que ocorre na Sala Leste do Santander Cultural, tendo por protagonistas a radialista Katia Suman, a arquiteta Lena Cavalheiro, o sociólogo Milton Cruz e o historiador Francisco Marshall.
Esse também foi o nome adotado por um coletivo – integrado pelo Cais Mauá de Todos e por outros vários grupos, associações comunitárias e movimentos sociais e ecologistas – lançado na sexta-feira passada (6), que defende o direito da população a usufruir da sua cidade.
“Vamos fazer um debate para ampliar a questão, incluindo o cais dentro do contexto de Porto Alegre, da falta de planejamento urbano e participação popular nas decisões que afetam a todos”, resumem, no evento criado no facebook para atrair participantes.
O encontro tem entrada franca e inicia às 17h. O coletivo avisa que após a discussão, haverá uma caminhada da praça até o armazém do cais onde o consórcio organiza uma exposição sobre a obra pretendida.
O Guaíba em debate
Um dia antes, no estande da Câmara Municipal de Porto Alegre, o projeto de revitalização do Cais Mauá também estará na pauta da conversa entre os colaboradores da obra “As Águas do Guaíba”, da editora Libretos.
Com textos do jornalista Rafael Guimaraens, ilustrações de Edgar Vasques e fotografias de Marco Nedeff e Ricardo Stricher, o livro traça um panorama histórico do rio/lago e de seus afluentes, resgatando monumentos, prédios, museus, avenidas que o cercam ou o cercaram no passado.
Em entrevista ao JÁ, no final de outubro, o autor (que também publicou uma obra resgatando a Enchente de 1941) lançou dúvidas sobre a utilidade do afamado Muro da Mauá. “Os alagamentos aconteceram mesmo com o muro, porque a água avança por baixo, pelo esgoto. É um custo benefício muito baixo para a cidade.” argumenta.
O bate-papo ocorre na quinta-feira (12), entre 17h e 19h, na Praça da Alfândega.

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