Uma multidão tomou o centro de Porto Alegre na noite desta quinta-feira, numa das maiores manifestações populares que a cidade já viu.
A concentração começou na esquina democrática às 17h, convocada pelas centrais sindicais, movimentos sociais e entidades estudantis..
A organização falou em 80 mil pessoas, já a Brigada Militar contou 18 mil.
Com certeza tinha mais gente na rua do que no dia 18 de março. Mais impressionante que o número era a diversidade e a animação dos manifestantes.
Em torno das 20h, começou a caminhada até o largo Zumbi dos Palmares. A marcha rapidamente tomou conta da avenida Borges de Medeiros.
As falas ao microfone defendiam a democracia e condenavam o processo de impeachment como golpe.
“Atenção povão, impeachment sem crime é golpe na nação”, cantavam.
Entre uma fala e outra, o coro cantava em uníssono a frase que já é quase um mantra nas manifestações contra o impeachment: “Não vai ter golpe, vai ter luta.”
Diversos cartazes criticavam o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. “Cunha, pode esperar que a tua hora vai chegar”.
As manifestações lembravam também o golpe militar, deflagrado há exatos 52 anos, e que deu origem ao “período mais sombrio da história do país”, como definiu um militante.
A grande imprensa, principalmente a rede Globo foi um dos principais alvos de criticas. A verdade é dura, a rede Globo apoiou a ditadura“. “Rede Globo/ vai se fudê/ democracia é maior do que você”
Leonel Brizola foi um dos nomes lembrados pelos manifestantes. “O homem que desencadeou o maior ato em defesa da legalidade da história do Brasil”, definiu o representante da Famursa. Ele afirmou que “o Brasil seria uma país muito melhor se tivessemos feito as reformas de base,” defendidas por Jango e Brizola.
O governador José Ivo Sartori também não foi esquecido pelos manifestantes, que em um dado momento organizaram uma grande vaia.
O presidente do PT, Ary Vanazzi, exaltou o poder da mobilização de rua. “Podemos não ter maioria na Cãmara,a nem no Congresso, mas somos a maiora na rua, na luta.”
Vanazzi afirmou que o PMDB “já foi tarde” e chamou Temer de “rato que abandonou ao barco”.
O programa “ponte para o futuro”, do PMDB, foi contestado. Para Vanazzi, o programa acaba com as políticas sociais, como o Prouni e o Minha casa minha vida, e visa privatizar empresas nacionais, como a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa.
“Essa direita neoliberal vendeu a Vale e quer vender o pré-sal”, cantava um grupo durante a caminhada.
Os atos contra o impeachment de Dilma e em defesa da democraia reuniram mais de um milhão de pessoas em todas as capitais e outras 60 cidades no país.
Multidão toma o centro de Porto Alegre em ato contra o impeachment
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