Multidões voltam às ruas contra a reforma da Previdência

Os números da pesquisa do Ibope, divulgados nesta sexta-feira, revelaram que 73% dos brasileiros não confiam no presidente da República, Michel Temer.
A pesquisa, divulgada pela manhã, foi confirmada pelas ruas à tarde, nas manifestações preparatórias da greve geral marcada pelas centrais sindicais para o dia 28 de abril.
Multidões foram à rua repudiar a reforma da Previdência Social que o presidente quer aprovar. O “Fora Temer” voltou a ecoar em todo o país.
Pela manhã, em São Paulo, na região do Rodoanel (saída para o Sul), e em Uberlândia (MG), ocorreram repressões militares violentas contra bloqueios de estradas com fogo.
Enquanto isso, no Centro de São Paulo, o MTST ocupava o prédio da Caixa, cobrando cumprimento de acordos anteriores sobre financiamento de moradia popular. No final da tarde, contavam-se 40 mil pessoas na avenida Paulista.
A pauta principal de todas as manifestações foi rechaçar a reforma da Previdência tal como proposta pelo governo. Em torno, dezenas de demandas – nacionais, locais, por setor social ou categoria profissional.
No Rio Grande do Sul, a mobilização mira as propostas do governo Sartori para alterar a constituição do Estado, de modo a poder privatizar estatais sem o plebiscito previsto em lei.
Em Porto Alegre, também foi o dia em que a assembleia geral do Cpers, dos professores estaduais, suspendeu a greve mas deliberou parar na greve geral do dia 28 e também nos dias de votação das PECs de Sartori na Assembleia.
No final da tarde, a Esquina Democrática, no Centro, foi mais uma vez ponto de partida para o trajeto tradicional das manifestações, seguindo pela avenida Borges de Medeiros em direção do Largo Zumbi do Palmares.
Em 2013, as “manifestações de junho” que tomaram o país começaram em abril em Porto Alegre, após o aumento de 20 centavos na tarifa de ônibus – “Não é pelos 20 centavos”.
Hoje passou a vigorar a nova tarifa de ônibus na cidade, um aumento de 30 centavos (8%, portanto acima da inflação do período).
As empresas concessionárias do transporte urbano alegam que não podem arcar com o reajuste dos rodoviários (nem a inflação) porque com a crise econômica caiu muito o número de passageiros pagantes.
Diante da reforma da Previdência, da terceirização do trabalho e do desemprego, o aumento da tarifa de ônibus mal apareceu na manifestação.

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