“Não cabe ao Exército interferir na condução política do país”, diz general

O general Edson Leal Pujol, comandante Militar do Sul, disse nesta terça-feira pela manhã, em entrevista coletiva na Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA), que a classe política é quem tem a responsabilidade de restabelecer a confiança da população nas instituições.
“Apesar de tudo, as instituições estão funcionando de acordo com as leis estabelecidas, não somos um ente político, nós temos que nos restringir à atuação prevista na Constituição. Não nos cabe interferir na condução política do país, portanto, o emprego do Exército não é a solução”, afirmou.
O oficial falou também sobre a proposta que tramita no Congresso Nacional de permitir que empresas estrangeiras possam comprar terras na faixa de fronteira – a menos de cem metros do limite territorial.
“Além da garantir a lei e a ordem, e os poderes constitucionais, cabe ao Exército defender a soberania do país e as suas fronteiras, então nos posicionamos contra essa autorização quando fomos consultados”, ressaltou.
Após o encontro com os jornalistas, o general Pujol foi o palestrante do Menu Porto Alegre, evento promovido pela ACPA, onde falou a cerca de cem convidados sobre a estrutura e o trabalho realizado atualmente pelo Comando Militar do Sul, que possui 55 mil militares, de um efetivo total de 200 mil, ou seja, um quarto do Exército Brasileiro.
O general Pujol, natural de Dom Pedrito, foi chefe do Centro de Inteligência do Exército, em Brasília, Comandante das Forças de Paz da MINUSTAH, no Haiti, e Secretário-Executivo do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
Comandou a Academia Militar das Agulhas Negras (RJ) e foi secretário de Economia e Finanças, em Brasília/DF, entre inúmeras outras atuações no Brasil. No exterior, exerceu, entre outras, as funções de Observador Militar da ONU em El Salvador (ONUSAL), e de Adido de Defesa, Naval e do Exército junto à Embaixada Brasileira no Suriname.

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