“Não tem como fazer política pública sem saber quem são os artistas”

Artistas de rua e representantes da Secretaria Municipal de Cultura se reuniram novamente para discutir a relação entre arte de rua e a nova administração,  nesta segunda-feira.
Na semana passada, em uma reunião com apenas três artistas, um projeto de cadastramento foi apresentado pela SMC.
Desta vez a representatividade foi maior, com cerca de dez artistas presentes, representando diversos grupos como Oigalê, Falus e Stercus, Levanta Favela, Conjunto Bluegrass Porto Alegrense, além de artistas independentes, como o conhecido Homem do Gato, Feliciano Falcão.
Duas propostas da prefeitura dominaram a pauta do encontro: o cadastramento dos artistas de rua e o convite para que integrem a programação do aniversário da cidade.
No primeiro encontro, a ideia de um cadastramento havia assustado os artistas presentes. Um fatos que dificulta o levantamento é o fato de ser uma população flutuante, que, em função da atividade, não necessariamente está fixa na cidade.
Os artistas temem ainda que o cadastro possa servir de forma inversa, limitando os espaços e sua atuação. O nome “banco de talentos artísticos” foi abandonado.
Luiz Armando Capra Filho, diretor da Usina do Gasômetro e responsável por este projeto, garantiu que a limitação do espaço não está em questão. Ele afirmou ainda não se tratar de um cadastramento, mas de um agendamento. A frase que pôs fim ao debate semântico em torno da palavra “cadastramento” foi do próprio Capra: “Não tem como fazer política pública para a arte de rua sem saber quem são os artistas.”
Capra vai pedir à Procempa que desenvolva um piloto, para ser apresentado aos artistas. O modelo é inspirado na plataforma Artistas na Rua, que funciona em São Paulo e traz uma agenda das apresentações dos artistas, notícias, perfis dos artistas e um mapa com a disposição dos locais onde acontecem as apresentações. A expectativa é que a versão demonstrativa fique pronta na próxima semana.
Uma ideia sugerida na reunião e que contou com apoio da grande maioria foi a realização de um edital pela Prefeitura, através das inscrições a Prefeitura teria acesso a informações sobre os artistas.
Entretanto, Capra frizou que mesmo um edital é inviável de ser desenvolvido sem que o poder público tenha um banco de dados que permita identificar quem são, quantos são e que locais ocupam os artistas.
Em relação ao edital, foram levantadas algumas sugestões, como determinar que parte das apresentações aconteça fora da região central da cidade, descentralizando o acesso à cultura.
Outras questão levantada por Fernando Zugno, Coordenador de Arte Cênicas da SMC, é a falta de recursos da Prefeitura, levantando a possibilidade de fazer um edital sem cachê para os artistas.

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