Enquanto aguardam que o empreendedor responsável pela revitalização do Cais Mauá de Porto Alegre convoque a audiência pública – obrigatória por lei – para análise do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima), movimentos contrários ao projeto proposto para a área (que terá shopping, espigões comerciais e estacionamento) realizaram, no sábado (1º), mais uma discussão sobre a intervenção.
A audiência pública popular sobre o Cais Mauá foi embalada pelo músico Nei Lisboa, que, pela segunda vez neste ano, se apresentou gratuitamente em apoio ao movimento. Outra atração musical foi o grupo Cumbia Livre.
Dessa vez, o local escolhido foi a praça Brigadeiro Sampaio – na frente da Usina do Gasômetro – onde 15 árvores serão derrubadas para a construção de uma passarela de pedestres que dará acesso ao shopping center.
“Também quisemos fazer aqui para dialogar com um público diferente daquele que nos apoia tradicionalmente, de moradores do bairro”, justificou uma das coordenadoras do coletivo Cais Mauá de Todos, Jaqueline Custódio.
Público diversificado

De fato, o quiosque onde um abaixo-assinado – já subscrito por mais de 5 mil porto-alegrenses – foi colocado, e as banquinhas da feira de economia solidária realizada concomitantemente pelo movimento, atraíram famílias com crianças e idosos que travaram contato com o debate pela primeira vez.
Era o caso do programador mineiro Mário de Araujo Júnior, 34 anos, que trouxe a filha Amani, 3 anos, para brincar na praça e aproveitou para se informar sobre o projeto. “Viemos sabendo do evento e queremos participar da discussão”, explicou, ao lado da esposa Jana.
Moradora da região, a família demonstrou preocupação com uma intervenção “com um viés excessivamente comercial” em detrimento de uma revitalização que priorize o convívio comunitário. Por isso deixaram seus dados no abaixo-assinado que pede a ampliação do debate sobre a obra.
“Gostamos do Centro Histórico porque aqui tem áreas verdes, praças, podemos caminhar ao ar livre”, completou o mineiro, que mora há 10 anos na Capital.
Outra dupla que fez fila debaixo do toldo onde estavam papéis e canetas para assinatura foi a de aposentadas Maria Luisa e Cris Vigiano, de 68 anos. “Acompanhamos esse debate há anos”, garantiu Cris, que acha “um absurdo” o que está proposto no projeto.

“É só para dar dinheiro para mais uma empresa que vai privatizar uma área da nossa orla”, condena, comparando a situação, por exemplo, com a recente discussão sobre o Pontal do Estaleiro e um debate nos anos 80 sobre um projeto nunca executado chamado Praia do Guaíba, que pretendia erguer edifícios à beira do Guaíba.
Nei Lisboa embala audiência pública popular sobre Cais Mauá
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Comentários
Uma resposta para “Nei Lisboa embala audiência pública popular sobre Cais Mauá”
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O nome do grupo é Cumbia Libre!
http://www.facebook.com/pages/Cumbia-Libre/1566871863547511?fref=ts

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