Novo mínimo regional: Fiergs diz que "empresas vão demitir e fechar vagas"

A Assembleia Legislativa retoma nesta terça-feira, 25, a votação do salário mínimo regional.
O projeto enviado pelo Executivo propõe um aumento 6,48%, um pouco acima dos 6,29% de inflação registrado pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2016, e não agradou aos empresários.
A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), em “Carta Aberta” aos parlamentares, prevê que o aumento causará sérios danos à economia gaúcha. “Aumentos reais nesse período crítico agravam a situação das empresas que, sem outra solução, são obrigadas a demitir e fechar vagas”, diz um trecho da carta.
A proposta do governo representa um aumento real de 19% no piso estadual, segundo a Fiergs, que se baseia na inflação de 5,44%, entre fevereiro de 2016 e janeiro deste ano.
Centrais Sindicais querem aumento maior 
Por outro lado, as centrais sindicais, como a CTB-RS (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras), reivindicam um reajuste maior do que o pretendido pelo governo.
Os sindicalistas já vêm, há algumas semanas, desde que a matéria entrou em pauta na Assembleia, articulando com alguns parlamentares um aumento de 10,45 %, que será pedido através de uma emenda do Deputado Elton Weber (PSB).
Apesar da pressão, o aumento proposto por Sartori deve passar sem dificuldades, já que precisa de maioria simples (metade dos parlamentares presentes mais um) e contará com o apoio dos partidos da oposição, que somam pelo menos 14 votos. O PDT, que também deve votar a favor, soma mais sete. Com os oito do PMDB de Sartori, o reajuste fica garantido.
Leia a íntegra da carta da Fiergs aos parlamentares:
CARTA ABERTA AOS DEPUTADOS ESTADUAIS
        Diante de mais uma votação do Piso Salarial Regional do Rio Grande do Sul – que já está em patamar muito superior ao Salário Mínimo Nacional – a FIERGS sente-se no dever de alertar os parlamentares sobre o grave impacto desse reajuste na economia gaúcha atualmente em crise.
         A  proposta do Governo do Estado – de 6,48 % – significa uma elevação real de 19,2%, considerando que a inflação medida pelo INPC acumulada entre fevereiro de 2016 e janeiro deste ano foi de 5,44%. E ainda há uma emenda sugerindo 8% de majoração,  ou seja, de 40,6% acima da inflação.
         Além do mal em si que representa o Piso – lembrando que apenas cinco Estados no Brasil mantêm  essa prática – cumpre advertir que aumentos reais nesse período crítico agravam a situação das empresas que, sem outra solução, são obrigadas a demitir e fechar vagas.
         Então, cumpre optar: gerar empregos no Rio Grande do Sul, respeitando o Salário Mínimo Nacional, ou os parlamentares irão aconselhar os ex-trabalhadores a se mudarem para os outros Estados que não têm o Piso Regional lá buscando  novos empregos?
Votar com responsabilidade e visão social. Esta é a posição da FIERGS.

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