Higino Barros
Sem ter o impacto das surpresas visuais exibidas na cerimônia de abertura, o encerramento das Olimpíadas 2016 foi a coroação de todo um trabalho em que a cidade e a população do Rio de Janeiro mereceram a medalha de ouro. É indiscutível que a realização dos Jogos Olímpicos, antecedida por uma perspectiva e até torcida por fracasso, foi muito bem sucedida, mostrou um Brasil com capacidade de organização desconhecida até por muitos brasileiros e deixou um legado de auto estima e lições que não mudam o País, mas pelo menos ficam como exemplo do Brasil que dá certo.
A ressaltar no encerramento os cartazes de Fora Temer, mostrados de vez em quando durante a cerimônia e a ausência do presidente da República interino, com medo das vaias. Nesse item o Brasil inovou. Foi a primeira vez na história dos Jogos Olímpico que um mandatário de nação não compareceu ao evento, causando desagrado no Comitê Olímpico Internacional e estranheza no primeiro ministro do Japão, próximo anfitrião da competição.
Unanimidade entre os brasileiros
Nas redes sociais, onde se dá pra ter uma ideia do humor de parte da população economicamente ativa do País, os Jogos Olímpicos foram plenamente aprovados. O atleta mais incensado na disputa, o jamaicano Ussain Bolt, a utilizou a todo instante para fazer se comunicar com a sua imensa legião de admiradores brasileiros. Ele, entre todas as celebridades olímpicas, foi a única unanimidade, no país onde todo mundo passou a entender e opinar sobre modalidades esportivas das quais a maioria não tem o mínimo conhecimento.
O número de medalhas obtidas pelo Brasil, o maior até agora conseguido em Olimpíadas, os atletas ligados às Forças Armadas, as reações negativas dos torcedores diante do comportamento do Neymar, além da revelação de novos ídolos esportivos, como o canoísta Isaquias Queiroz, são alguns dos registros que ficaram no campo esportivo.
Mas como o País não vive sem polêmica, especialmente na parte sul, a discussão sobre se a cultura sulista foi representada ou não na cerimônia de encerramento dos Jogos, tomou conta da Internet e deve perdurar por algum tempo. O grupo mineiro Corpo dançando xaxado, as projeções de trabalhos de rendeiras feitas de Norte a Sul, o coral de crianças guaranis com cantos indígenas e o imenso baile de carnaval que levantou o Maracanã no final, foram alguns dos destaques de uma típica festa carioca. Mesmo assim, há quem reclame pela ausência de Borghettinho.
A maioria das pessoas acha esse tipo de debate sem sentido. Aos que se sentem ofendidos com o descaso às coisas dos pampas, só resta um caminho mesmo. Tem que separar.
O Brasil que dá certo, o legado dos Jogos Olímpicos no Rio
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