Mais votado em São Paulo, com 300 mil votos, o ex-senador Eduardo Suplicy, do PT , aos 75 anos é provavelmente o vereador eleito com o maior número de votos em todo o Brasil nestas eleições municipais.
Ex-marido de Marta Suplicy, que ficou em quarto lugar na disputa pela prefeitura, Eduardo fez uma campanha de militância, colocando-se à frente das passeatas e movimentos contra o governo Temer em São Paulo.
Chegou a ser detido em julho pela Polícia Militar (PM) após protestar contra reintegração de posse na Zona Oeste de São Paulo. Foi levado ao 75º Distrito Policial (DP), no Jardim Arpoador e liberado após ficar cerca de três horas detido.
Segundo a Polícia Militar, ele foi detido depois que desobedeceu a ordem dos oficiais de justiça de desobstruir a via e teve que ser retirado do local pelos policiais”. Suplicy se deitou na rua para impedir a reintegração de posse e chegou a ser carregado por policiais militares.
Após prestar depoimento, Suplicy disse a jornalistas que relatou ao delegado ter deitado no chão para evitar confronto entre policiais e os moradores. “Havia um grupo de policiais militares avançando com escudos e uma escavadeira que estava avançando logo atrás, e do outro lado estavam os moradores, pelo menos 80″, afirmou.
Ele disse ter considerado que não houve excesso da polícia. “Não acredito que houve abuso [policial] porque eu próprio disse a eles: ‘Se quiserem, me levem’.” Ele só se queixou da maneira como os policiais o pegaram. “Disse: ‘Assim vocês vão quebrar meu braço’. E eles diminuíram a força.”
Logo após sua prisão, Suplicy afirmou em sua página do Facebook, por meio de sua assessoria da imprensa, que “a truculência da Polícia Militar do governo Alckmin é inaceitável. Se fazem isso com um ex-senador da República, imagine o que sofre a população que tanto precisa de apoio”. Mais tarde, também em sua página pessoal, o ex-senador publicou um vídeo em que diz que sua atitude “foi para prevenir atos de violência que estavam para acontecer”.
Disse que não apresentou resistência, e que lembrou de Jesus e de Mahatma Gandhi, pela não-resistência. “Mas eu continuo um grande discípulo da não-violência.”

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