
Naira Hofmeister
A área esportiva da sede Moinhos de Vento do Grêmio Náutico União será reformada, mas as obras só iniciam em janeiro de 2008. A mais importante mudança é a ampliação da piscina olímpica, que com três raias a mais, poderá abrigar competições internacionais. Além dessa, a piscina lago também será ampliada e uma terceira de 25m² será construída. Um estacionamento subterrâneo para 300 carros está previsto e as vagas poderão ser utilizadas pelo público externo. “O projeto inclui restaurante e quadra poliesportiva”, anuncia o superintendente Marcos Polchowicz.
A mudança causou polêmica entre os pais dos 124 alunos do União Criança, a escola de educação infantil do clube. É que o prédio que atualmente abriga o colégio está na área a ser reformada, mas não consta no novo projeto. Os pais acreditam que a direção está boicotando a iniciativa. “Há só outras duas escolas como essa em todo o Brasil, o União Criança não pode acabar”, alerta Leila Costa, que já mandou e-mail para a imprensa e procurou os órgãos públicos para remediar a situação. Entre as denúncias dos pais, o fato de que o projeto não foi discutido com a comunidade. “Vários conselheiros não tinham conhecimento da idéia”, queixa-se Leila.
A controvérsia data de 2006, quando o clube apresentou uma planta – já aprovada pela SMOV – à Secretaria Municipal de Educação, para um terreno junto à Cel. Bordini, no qual pretendia construir a nova sede do União Criança. A obra seria o ponto de partida da reforma na sede Moinhos.
O prédio abrigaria, além da escola, dois andares para a esgrima e ginástica rítmica – atualmente na sede Alto Petrópolis – e outros dois de estacionamento interno. “A SMED não autorizou alegando que o espaço da escola não poderia ser compartilhado com as demais atividades”, explica Polchowicz. Depois da visita de uma comissão de pais na primeira semana de julho, a SMED parece ter voltado atrás. “Garantiram que não há problema algum com o projeto”, conta Leila.
Tarde demais, segundo Polchowicz, já que o clube decidiu tocar primeiro as obras da área esportiva – uma modernização é reivindicada pelos sócios há mais de 10 anos. “Vamos reencaminhar a documentação da SMED e esperar novo parecer por escrito”, adianta o superintendente do clube. Se a secretaria confirmar a liberação, a comissão de planos e construções do União deve reavaliar o projeto, que, só depois dessa aprovação, entraria na lista de prioridades. Ou seja, o novo prédio da escola deve sair do papel entre 2009 e 2010.
Alternativas
Enquanto isso, o clube propõe alternativas para não terminar com o União Criança. A primeira, negada pelos pais, é firmar convênios com escolas tradicionais das redondezas e ceder as dependências do clube para o projeto esportivo – o diferencial do União Criança.
A segunda opção é alugar uma casa próxima para manter os alunos pertinho das quadras e piscinas. “Mas as duas que tínhamos em vista foram alugadas ou vendidas”, lamenta Polchowicz. Por fim, um espaço dentro do próprio clube pode sofrer uma breve reforma para abrigar as crianças. “O importante é que esse ano letivo está garantido para as crianças, e provavelmente, o próximo também”, assinala.

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