Obra contra enchentes em Porto Alegre é esperada há mais de 30 anos

Esperada há mais de 30 anos pelos moradores que sofrem com frequentes inundações, , a drenagem do Arroio Areia, que corta 14 bairros de Porto Alegre, rendeu mais um “ato público” na manhã desta sexta-feira.
O ministro das Cidades, Bruno Araújo, do PSDB, veio de Brasilia para a assinatura do contrato que autoriza o prefeito Nelson Marchezan a “elaborar projetos e executar as obras”.
Para não deixar o PSDB colher sózinho os louros, outros dois ministros do PMDB de Temer engrossaram o evento: Osmar Terra, da Saúde, e Eliseu Padilha, da Casa Civil.
Os recursos estão disponíveis. Serão 106 milhões de reais que virão do governo federal, “doados pelo Tesouro Nacional”, como disse o ministro em entrevista.
A obra inclui a construção de sete reservatórios e 18 trechos de galerias para escoar as águas que a cada chuva inundam uma região onde vivem 30 mil familias, segundo a prefeitura.
Não foi informada a data para início da obra, que tem prazo para conclusão de  quatro anos e meio.
Em dezembro do ano passado, num dos últimos atos do seu governo, o ex-prefeito José Fortunati  já “assinou o contrato para o início das obras na região do Arroio Areia”
“Esse é um momento muito importante para a Capital, porque trata-se de um dos grandes projetos de drenagem para a cidade”, disse o prefeito José Fortunati.
“Ele ressaltou o empenho das equipes técnicas das secretarias de Gestão e do DEP, além da Caixa, para a conclusão do projeto e início das obras”, segundo nota à imprensa distribuida pela prefeitura.
“Não tenho dúvidas de que será uma obra histórica para Porto Alegre, por solucionar os problemas de alagamento na região”, observou o diretor-geral do DEP, René José Machado de Souza.
Também participaram da assinatura, o secretário de Gestão, Urbano Schimitt, e o superintendente da Caixa, Pedro Lacerda, além dos representantes do grupo ACA, Luiz Felipe Vaccaro, e da RGS Engenharia, Odilon Menezes.
Em entrevista, depois da assinatura, nesta sexta-feira, o ministro Bruno Araújo explicou que o projeto não andou porque o ministério estava fazendo uma triagem para selecionar as obras mais urgentes, porque não há verba para todas. Ele não explicou por que foi necessária uma nova autorização.
Um pacote maior
A drenagem do Areia é parte de um projeto maior, já aprovado para drenagem em Porto Alegre. O total dos recursos destinados pelo governo federal para a cidade chega a R$ 237 milhões.
Os recursos, concedidos a fundo perdido (sem exigência de reembolso), são provenientes de verba do Plano Nacional de Gestão de Risco e Resposta a Desastres Naturais, o chamado PAC Prevenção.
Este PAC prevê a execução de obras estruturantes de prevenção de inundações e contenção de cheias em municípios de risco.
As obras contra cheias a serem executadas na Capital integram o Programa de Drenagem Urbana de Porto Alegre – DrenaPOA.
Serão beneficiadas as bacias hidrográficas dos arroios Moinho e Areia, o Sistema de Proteção Contra as Cheias (com recuperação de algumas casas de bombas) e projetos executivos para as bacias hidrográficas dos arroios Guabiroba e Manecão.
Bacia do Arroio Areia – Estas obras terão investimento de R$ 106 milhões e beneficiarão 178 mil habitantes dos 14 bairros atingidos. Serão implantados quase 7 mil metros de galerias pluviais em 15 ruas, ampliando o sistema de macrodrenagem da região, bem como implantação de sete bacias de amortecimento de cheias. Nesta obra também será reformada e ampliada a casa de bombas Sílvio Brum. Após conclusão do projeto e início das escavações, o tempo de execução das estruturas deverá estender-se por 4 anos e meio.
Vias que receberão intervenções – Ruas Ibirapuitã, Marechal José Inácio da Silva, Cel. Feijó, Sapé, Roque Callage e avenidas do Forte, Sertório, Plínio Brasil Milano, Carneiro da Fontoura, Visconde de Pelotas, Anita Garibaldi, General Emílio Lúcio Esteves, Teixeira Mendes, Nilo Peçanha e Assis Brasil.
Praças que receberão bacias de contenção:
1 – Praça Lopes Trovão – capacidade de armazenamento de 4.860m³.
2 – Praça Luis Blessman – capacidade de armazenamento de 7.020m³.
3 – Country Club  – capacidade de armazenamento de 26.000m³.
4 – Praça Irani Bertelli – capacidade de armazenamento de 4.600m³.
5 – Praça Fortunato Pimentel  – capacidade de armazenamento de 8.190m³.
6 – Reservatório rua Mal. Simeão – capacidade de armazenamento de 3.400m³.
7 – Reservatório rua Gal. Couto De Magalhães – capacidade de armazenamento de 3.360m³.
Casa de bombas – Será ampliada e reformada a casa de bombas Silvio Brum, localizada na avenida Sertório, 3424. A sala de geradores existente será ampliada para implantação de novos dispositivos, ou seja, mesmo com a falta de energia elétrica, as bombas continuarão funcionando. Hoje, a casa de bombas tem uma capacidade de bombeamento de 7,5 m³ por segundo. Após a ampliação, a casa de bombas passará a ter uma capacidade de vazão de 10 m³ por segundo.

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