Ocupação Lanceiros Negros estuda reação a novo despejo

Felipe Uhr
Integrantes da ocupação Lanceiros Negros estudam os próximos passos do grupo diante de nova ordem desocupação, emitida pela Justiça Estadual na última quinta-feira (7).
Havia uma previsão de realizar uma coletiva com a imprensa para esclarecer as ações possíveis, porém, o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) decidiu esperar um pouco mais.
Desde novembro do ano passado, aproximadamente 70 famílias vivem no prédio do governo do Estado, situado no centro de Porto Alegre, na esquina das ruas Andrade Neves com General Câmara (a rua da Ladeira).
O grupo já foi notificado outras vezes. O mandato de desocupação mais recente ainda não chegou até os moradores da ocupação, mas sabe-se que foi assinado pelo desembargador Eduardo João Lima em resposta a um pedido da Procuradoria Geral do Estado (PGE), que alegou que o local não oferece estrutura apropriada para moradia.
Na Ocupação, o clima é de resistência apesar da ordem. “Vamos ficar, não há outra alternativa” explica uma das moradoras, que é também coordenadora do MLB, Priscila Voigt.
A sua avaliação – secundada por outros moradores – é que o local é seguro, nunca aparentou risco desde que chegaram lá. “É melhor morar aqui do que na rua” ressalta.
GOVERNO NUNCA RECEBEU O GRUPO
Segundo o grupo, desde que ocuparam o prédio, diversas foram as tentativas de reunião com o governo, para que a permanência dos moradores pudesse ser negociada.
Um Grupo de Trabalho de Mediação de Conflito chegou a ser criado no âmbito estadual, mas nas duas audiências realizadas, nenhuma proposta foi feita, reclamam os moradores.
O edifício público estava ocioso e se deteriorando quando foi tomado. Dois meses depois, o coletivo já havia reorganizado o espaço, separando áreas de moradia e outras para a convivência dos condôminos. Mais recentemente, o hall do prédio ganhou um mosaico que retrata uma monalisa lanceira, obra das artistas plásticas Silvia Marcon (RS) e Ini Viera (ARG).

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