Dois novos ônibus movidos a hidrogêncio entraram este mes em circulação no Corredor São Mateus-Jabaquara, em São Paulo.
Outros três veículos a hidrogênio já estavam em teste na capital paulista desde junho de 2015. Mais 30 veículos já foram encomendados.
Os ônibus, desenvolvidos com tecnologia brasileira, são resultado de um projeto financiado pela Finep e pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
A tecnologia de propulsão a hidrogênio é totalmente livre de emissões de poluentes.
No lugar de dióxido de carbono e outras emissões dos carros comuns, somente vapor d’água é eliminado pelo escapamento dos ônibus.
Os dois novos veículos reforçam a preocupação com a natureza. Eles são decorados com pássaros representativos da fauna brasileira e recebem nomes de aves.
A carroceria especial para esses ônibus é fabricada pela Tuttotrasporti, empresa de Caxias do Sul, que tem mais de 15 anos de experiência..
Uma demonstração já foi feita em Porto Alegre no início deste ano, mas nada foi concretizado por enquanto.
Um protótipo de veículo foi produzido e fornecido à EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, estatal do governo de São Paulo.
Após quase seis anos, o projeto foi aprovado e firmado contrato para os primeiros veículos a hidrogênio.
A Tuttotrasporti já tem contrato também para fornecer outros 30 veículos movidos a hidrogênio para a prefeitura municipal de São Paulo.
Os ônibus a hidrogênio são dotados de um motor elétrico e não a combustão, como são os convencionais.
O hidrogênio pode ser obtido a partir de gás natural (vindo da Bolívia), do etanol (álcool, também abundante no Brasil) e de água.
Por eletrólise, as moléculas de hidrogênio são isoladas e transformadas em gás, que é introduzido numa célula de combustível dentro do ônibus e gera energia elétrica — a que move o veículo.
Esse tipo de combustível já é usado em países como Austrália e Alemanha, em frotas pequenas, de 20 a 30 ônibus.

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