WÁlmaro Paz
Submetido a uma cirurgia delicada, que demorou cerca de três horas e meia, para extraír uma próstata com cerca de 250 gramas, o ministro chefe licenciado da Casa Civil, Eliseu Padilha se recupera bem, segundo os boletins médicos.
A cirurgia foi realizada no dia 27 de fevereiro.
Até a noite desta segunda-feira, 6 de março, ele continuava internado no hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.
A apresentava, segundo o boletím médico, um quadro positivo de recuperação, mas exigindo observação por mais alguns dias.
Por isso marcou sua volta a Brasilia para a próxima segunda-feira (13).
Na verdade é incerta sua volta não tanto por problemas de saúde, mas por razões políticas.
No mesmo dia em que Padilha se submeteu à cirurgia, o Tribunal Superior Eleitoral colheu um depoimento de Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira que turbinou a corrupção política no país.
Marcelo seguiu o script traçado por José Yunes, o “irmão do presidente Temer”, que, três dias antes, se apresentou “espontaneamente” para depor no Ministério Público Federal e disse que foi Padilha quem pediu e recebeu R$ 10 milhões da Odebrech para a campanha de 2014.
A versão de um outro delator, Márcio Melo Filho, também da Odebrech, era de que foi Temer quem pediu o dinheiro num jantar no Palácio do Jaburu.
Em áreas próximas ao poder, estima-se que Padilha não voltará antes de trinta dias e não se descarta a hipótese de que seu afastamento seja definitivo.
Neste caso, ele seria sacrificado para que a figura maior, do presidente Temer seja resguardada no processo que pede a sua cassação por corrupção eleitoral .
A queda não é necessáriamente uma saida ruim para Padilha. Romero Jucá, outro do grupo do presidente, também amargou um revés. Caiu do ministério e agora foi compensado com a liderança do governo no senado.
Padilha se recupera mas sua volta é incerta
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