Anunciado na manhã de quinta-feira, 30, pelo governador José Ivo Sartori, o pacote de segurança que prevê a contratação de policiais militares e civis além de investimentos de R$ 116 milhões, pouco resolve a situação da segurança pública no Estado.
Essa é a avaliação dos Sindicatos e Associações ligadas à área.
Para o presidente da Associação dos Monitores e Agentes Penitenciários do Rio Grande do Sul (Amapergs), Flávio Júnior, o anúncio de concurso de 700 novos agentes penitenciários é bom, mas há a necessidade de se nomear os técnicos que já foram aprovados. “Já poderiam ter sido nomeados 390 técnicos”, reclamou.
Segundo a associação, há um déficit de três mil servidores no setor penitenciário.
O quadro hoje conta com 4608 servidores, desses, três mil oriundos dos dois últimos concursos. Quanto ao anúncio da reconstrução de nove módulos no Presídio Central de Porto Alegre, Flávio pondera: “Ser forem modulados, modernizados acho uma boa medida”.
Os sindicatos ligados à Policia Civil também gostaram do pacote porém reclamam dos parcelamentos na nomeação dos concursados. Para Isaac Ortiz, da Ugeirm/Sindicato, os 661 policias deveriam ir direto para a academia. “Dividir em etapas tem um custo maior”, critica o sindicalista.
Para o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) o anúncio é tardio mas é um “alento em meio à situação dramática da segurança”.
O vice-presidente do sindicato, Emerson Ayres destaca o que serial ideal: “Esperávamos muito mais desse pacote, a nomeação direta de todos e o anúncio de mais mil vagas para concurso”.
As duas entidades calculam que há um déficit de pelo menos cinco mil servidores na Polícia Civil. “Temos o mesmo efetivo de 1981, de lá para cá a população aumentou e a criminalidade também”, argumentou Ayres.
Já o anúncio de 2 mil policiais militares (em três etapas) foi comemorado pela Abamf (Associação Beneficente Antônio Mendes Filho) , entidade que representa os servidores de nível médio da Brigada Militar.
A instituição agora espera que o cronograma apresentado seja respeitado. “Pelo menos agora há um calendário que a Abamf espera seja rigorosamente cumprido e, se possível, antecipado pois há muitos pedidos de ida para a reserva” declarou o presidente da entidade, Leonel Lucas.
No anúncio do pacote, o próprio governador admitiu que as medidas não eram suficientes e sim as possíveis. “No mundo ideal, o ato de hoje era para ter acontecido no primeiro dia do nosso governo, No mundo real, só conseguimos nesta data. No mundo ideal, o ato de hoje era para ser muito mais abrangente e profundo. No mundo real, fomos ao limite do possível e do responsável. Essa diferença entre o ideal e o possível tem o tamanho da defasagem da estrutura do Estado”, afirmou Sartori.
Para sindicatos da Segurança, pacote de Sartori pouco resolve
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