Se o temporal da noite passada foi assustador pra quem estava seguro dentro de sua casa, para quem enfrentou vento, granizo e relâmpagos dentro de uma casinha de compensado com pouco menos de 2m x 3m, a madrugada foi um filme de terror.
“Parecia o fim do mundo”, definiu Jacques Rocha Menezes, segurança noturno das obras do eixo central do Parque da Redenção. “Eu e meu colega nos penduramos na estrutura do telhado, porque com o vento ele estava levantando mais de um palmo. Se a gente não segurasse ele tinha voado. A sensação era de que a casinha estava levantando do chão.” Um cipreste de mais de dez metros caiu próximo à porta.

Jacques e o colega Flávio da Silva Gomes cuidam a obra todas as noites, das 18h30 às 6h30. Como a obra do eixo central está pronta, o trabalho costuma ser tranquilo. “Esta noite eu me vi mal. Tenho quase 50 anos e nunca tinha visto uma coisa dessa”, afirmou Flávio. “Tem três moradores de rua que ficam aqui ao lado. Eles estavam apavorados! Se corriam para um lado caía uma árvore, se corriam para o outro lado, caía outra.”

A casa é feita de compensado com telhas metálicas e serve de vestiário para os funcionários da obra e de abrigo para os guardas da noite. Hoje o cabide voltou a ter vários casacos e bolsas. Com a queda dos tapumes da obras, a empresa responsável, a Torke Engenharia, precisou deslocar funcionários para recolocar o isolamento.
O abrigo de Jacques e Flávio fica ao lado do eixo central do parque, na altura do antigo Café do Lago. O local fica parcialmente protegido do vento por algumas árvores. Para Jacques, essas árvores foram a salvação. “Essa foi a nossa sorte. Se a casa fosse mais pro lado a gente tinha ido parar no espelho d’água.”
“Parecia o fim do mundo!”
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