Carnaval em Porto Alegre: quem pode sai da cidade, quem fica não esconde o medo

Noventa mil carros haviam haviam passado pelos pedagios da free-way no final da tarde de sexta-feira.
Mais oitenta mil sairiam neste sábado, segundo previa a Concepa, concessionária da rodovia, a principal saída da capital gaúcha rumo ao litoral do Estado e Santa Catarina.
Na estação rodoviária, desde as oito da noite uma multidão nunca vista se espremia nas plataformas de embarque, dando a impressão de uma população em fuga.
Nas ruas e praças, arvores e galhos caidos, postes de iluminação danificados, fios estendidos nas calçadas, sinais da tempestade com ventos de 120 quilometros por hora, que arrasou grande parte da cidade uma semana antes.
Por causa disso, o tradicional desfile dos blocos na Cidade Baixa no sábado foi suspenso.
Nos noticiários, dois assassinatos e um tiroteio com rajadas de metralhadora no Morro Santa Teresa, onde ficam as principais emissoras de rádio e televisão da cidade.
Em todos os lugares, relatos de assaltos com faca, revólver, canivete em plena luz do dia, em locais movimentados.
Era tal o clima no início da noite que o comandante da Brigada Militar foi às rádios dizer que a corporação tem todas as condições de garantir a segurança da cidade durante o carnaval, mas pediu cautela à população.
À tarde, o vice-prefeito em exercício (o prefeito está num cruzeiro marítimo) já havia pedido que os moradores evitem os parques da cidade nestes dias, quando eles ainda estão tomados pelas árvores caidas com o temporal.
Vazia e com medo, Porto Alegre vive, em 2016, um carnaval sem precedentes.

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