Passagem mais cara leva duas mil pessoas a protesto na Capital

FELIPE UHR
O aumento relâmpago da tarifa do transporte coletivo de Porto Alegre – que subiu de R$ 3,25 para R$ 3,75 para ônibus e chegou a R$ 5,60 nas lotações nesta segunda-feira (22) – provocou uma reação imediata e de impacto dos movimentos sociais.
Provocado pelo reajuste, o Bloco de Lutas conseguiu levar duas mil pessoas para o protesto no final da tarde, número quatro vezes superior ao que foi às ruas na última quinta-feira.
Assim como em outras ocasiões, os manifestantes se reuniram na frente da Prefeitura Municipal, de onde partiram em marcha pelo Centro Histórico, bloqueando ruas e causando atraso em diversas linhas de ônibus entre as 18h30 até as 21h.
Os jovens eram ligados a movimentos estudantis, sociais e partidos políticos. Era possível identificar também alguns anarquistas em meio a multidão que ao longo da caminhada picharam muros e paredes.
Durante o trajeto músicas como “Somos, somos do povo, e esse aumento, iremos derrubar!”  ou “Fortunati, ladrão, mais um aumento não!” e “Mãos ao alto, esse aumento é um assalto” foram escutadas diversas vezes.
Os manifestantes iniciaram a concentração por volta das 17h. As 18h30 saíram em caminhada, rumando para o Terminal Parobé e depois seguindo pela Av. Júlio de Castilhos, Viaduto da Conceição, Osvaldo Aranha, Av. Salgado Filho e por fim, Borges de Medeiros, até chegar no Largo Zumbi dos Palmares, onde a marcha se dispersou por volta das 21 horas.
PSOL ingressa com ação para barrar aumento

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Sigla espera repetir feito de 2013, quando reverteu reajuste | Samir Oliveira/Divulgação

Enquanto o Bloco de Lutas se concentrava diante do Paço Municipal, outra frente de ação tentava barrar através da Justiça o reajuste nas tarifas dos ônibus e das lotações.
É que tentando repetir o feito de 2013, quando conseguiu reverter o aumento da passagem implementado pela Prefeitura, o PSOL ingressou com uma ação cautelar pedindo a suspensão dos novos valores.
Dois vereadores da sigla – Fernanda Melchiona e Alex Fraga -, além do deputado estadual Pedro Ruas e da pré-candidata à prefeitura Luciana Genro, protocolaram o pedido no Fórum.
O partido entende que o aumento é abusivo por estar bastante acima da inflação e também ilegal, uma vez que a própria licitação do transporte coletivo está sendo questionada judicialmente pela sigla.
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