Petróleo: leilão de novos blocos na Bacia de Pelotas gera otimismo

O economista Edson Silva, coordenador do Escritório Regional Sul da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), durante visita à Expointer, disse que há uma expectativa muito boa em relação à participação da Bacia de Pelotas na 13ª Rodada de Licitações de Petróleo e Gás, marcada para o dia 7 de outubro.
“As características geológicas dos blocos que serão ofertados na Bacia de Pelotas, desta vez, são muito parecidas com os blocos ofertados no Uruguai, em 2009, e estão dando resultados positivos. Por isso, a ANP está confiante de que os leilões da Bacia de Pelotas poderão atrair investimentos para o Rio Grande do Sul”, disse Silva.
Nesta rodada, há 37 empresas, nacionais estrangeiras, autorizadas a participar do leilão de 266 blocos exploratórios em 22 setores de dez bacias sedimentares. Há blocos localizados em terra e outros em mar, que compreendem uma total de aproximadamente 125,3 mil quilômetros quadrados, em dez estados brasileiros.
Desses, 51 blocos, que ocupam uma área de quase 19 mil km², são da Bacia de Pelotas. Sua área em território brasileiro se estende entre o Alto Florianópolis e a fronteira com o Uruguai.
“O Rio Grande do Sul, como todos sabem, não produz petróleo. Somos o quarto mercado nacional em consumo de combustíveis, possuímos refinarias, mas não produzimos. Por isso, há uma expectativa muito grande com o que essa Bacia possa produzir”, ressaltou o economista.
A partir de 1999, dois anos depois que o mercado do Petróleo no Brasil foi aberto – antes era monopolizado pela Petrobras – com a criação da ANP ela passou a realizar licitações para a oferta de blocos. Desde então, foram ofertados 970 blocos em diversas bacias sedimentares brasileiras no mar e em terra, nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Amazônia, São Paulo e assim por diante.
Em 2003, na 5ª Rodada, nenhum dos 33 blocos da Bacia de Pelotas recebeu oferta de exploração. No ano seguinte, dos 33 blocos, a Petrobras arrematou seis. Sobraram 27 blocos, que não receberam oferta em 2005. Em 2006, na 8ª Rodada, a exploração de 27 blocos foi suspensa por decisão judicial.
Dos seis blocos arrematados pela Petrobras, dois já foram devolvidos para a ANP, porque o prazo de exploração terminou, conforme cláusula contratual. Os quatro blocos restantes estão parados, sem receber investimentos por falta de licenciamento ambiental para perfuração de poços.
A expectativa da ANP é assinar os contratos de concessão dia 23 de dezembro.
Comitê de Planejamento Energético planeja avanços
O presidente do Comitê de Planejamento Energético do Rio Grande do Sul (Copergs), Ricardo Siufi, anunciou, na Expointer os nomes dos coordenadores dos subcomitês de Geração e Transmissão de Energia Elétrica, de Distribuição de Energia Elétrica e de Assuntos Ambientais. Sérgio Machado (AES Sul) ficará responsável pelo de Geração e Transmissão de Energia, e Luiz Carlos Tadiello (CEEE), pelo de Distribuição.
A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), que aceitou o convite para participar das discussões, anunciará nos próximos dias seu integrante na Subcomissão de Assuntos Ambientais.
O encontro em que foi feito o anúncio reuniu representantes das distribuidoras no auditório do Sebrae, na Expointer. Os coordenadores deverão elaborar um relatório detalhado, especialmente nas áreas de licenciamento ambiental. Também vão apresentar uma proposta de padronização de procedimentos técnicos, administrativos e operacionais relativos à microgeração distribuída no Estado. Os documentos de cada subcomissão serão entregues ao secretário estadual de Minas e Energia, Lucas Redecker, em data ainda a ser marcada por Siufi.
Desafio energético do Brasil
O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho, foi convidado para falar sobre o abastecimento de energia no Brasil. Segundo ele, o país precisa dobrar sua oferta de energia para sustentar o crescimento econômico nos próximos 15 anos e fazer frente à perspectiva de desenvolvimento de 4,5% ao ano.
“Se o mercado crescer 3,5%, o sistema elétrico nacional terá que dobrar em cerca de 20 anos”, disse.
Ventura destacou, no entanto, que o suprimento de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional está assegurado no triênio 2015/2017 e que não há visualização estatística de déficits ou racionamentos no período.
(Cleber Dioni , com informações da assessoria de comunicação da Expointer)

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