Após um longo processo de diagnóstico e planejamento, efetuado em conjunto com técnicos e a comunidade torrense através de oficinas, o Plano de Uso Público (PUP) do Parque Estadual do Itapeva, em Torres, está na reta final.
Estruturado em uma base técnica sólida, amparada na análise do parque e da região, o planejamento foi centrado na viabilidade ambiental, operacional e econômica. O foco foi construir a identidade do Parque voltada para o ecoturismo.
O objetivo do PUP é transformar a unidade de conservação em um ambiente integrado à comunidade através de atividades ligadas à visitação de atrativos naturais e culturais, à educação ambiental e patrimonial e ao comércio de artesanato tradicional típico. Dessa forma, a UC se torna mais do que um núcleo de conservação da biodiversidade, proporcionando um retorno à economia local e à sociedade.
As atividades projetadas para o parque envolvem o contato com a natureza e a educação ambiental, através de trilhas na mata e nas dunas, caiaque na Lagoa do Simão e ciclismo, observação de aves e anfíbios, um centro de visitantes equipado com material educativo, mirantes – de onde é possível ter uma visão do sistema costeiro local e da cidade de Torres, ao fundo – e estabelecimentos comerciais.
É válido destacar que o plano foi planejado de maneira que parte dos serviços sejam concessionados de uma forma que permita a participação e o beneficio do empresariado local e associações. Pequenos empresários poderão concorrer pela concessão dos espaços do parque, como trilhas e pontos comerciais, diferente do modelo convencional adotado em muitas Unidades de Conservação, em que a ocupação dessas atividades fica a cargo de grandes empresas de alcance nacional ou multinacional, de modo que são efetivamente poucos os beneficio gerados para a comunidade.
Para o coordenador técnico do Instituto Curicaca, Alexandre Krob, a implantação do Plano de Uso Público do parque vai ser um divisor de águas para a Unidade de Conservação, uma vez que será a resposta para uma antiga pergunta sobre os benefícios para além da preservação da biodiversidade.
“As unidades de conservação geralmente são criadas em uma situação de muito conflito com os interesses locais, e quando isso pode ser minimizado com retorno também para a socioeconomia, isso ajuda muito a ampliar os interesses na existência de uma área protegida”, conclui Krob.
Confira abaixo o desenho final das atividades projetadas pelo PUP:


Instituto Curicaca
O Instituto Curicaca é uma organização não-governamental gaúcha, sem fins lucrativos, prioritariamente voltada para atuar política e tecnicamente pela conservação do meio ambiente, pela valorização da cultura e pela promoção do desenvolvimento sustentável na Mata Atlântica, no Pampa e na Zona Costeira. A atuação tem caráter ambientalista, social, educacional, cultural e científico.
O trabalho iniciou em Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul, onde foi constituído em 12 de junho de 1997. Para melhor atender às demandas de atuação estadual e nacional, atualmente a base administrativa está em Porto Alegre.
Atua através do trabalho voluntário de técnicos de nível médio e superior, acadêmicos, professores, agentes comunitários e estudantes, bem como por meio de projetos, cooperações técnicas e convênios com outras instituições.
Plano de Uso Público do Parque de Itapeva está quase concluído
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