Indignado com a situação dos presídios brasileiros o tenente Dirceu Cardoso Gonçalves, dirigente da Associação dos Policiais Militares escreveu um artigo onde acusa o Estado brasileiro de negligente com o sistema carcerário e o responsabiliza pela formação de facções dentro das penitenciárias. Conforme ele os massacres em Manaus e Boa Vista podem ser os primeiros de uma série.
Gonçalves entende que a solução mais apropriada para este problema, em vez da anunciada construção de presídios está “ na libertação imediata dos apenados de pequenos crimes através da troca da pena privativa de liberdade por penas alternativas como a prestação de serviços À comunidade”.
O mesmo se deve fazer com os milhares de presos ainda não julgados que cometeram delitos de baixo potencial e podem, sem qualquer prejuízo à comunidade, cumprir penas alternativas. O ideal seria que em cada fórum se formasse um juizado especial para em 20 ou 30 dias colocar em liberdade essa população carcerária menos perigosa, já com a advertência de que, na reincidência, não teria novamente esse benefício. Só isso já diminuiria em mais de 40% a população que hoje de acotovela nas prisões e tornaria os presídios mais administráveis.
Ele disse ainda que quando é condenado o cidadão tem o direito a proteção do Estado e àq oportunidade de regeneração. Porém o que acontece é que há muito tempo isto não ocorre e os indivíduos , para sobreviver, acabam aceitando favores da facção dominante na casa e quando voltam a liberdade são obrigados a pagar os favores cometendo os crimes exigidos.
Gonçalves criticou também as medidas anunciadas pelo governo que seriam de longo prazo e que a situação está mesmo é nas mãos do Judiciário modificando as penas. “No dia em que só estiverem presos os apenados de alta periculosidade e todos tiverem garantida sua integridade física e a oportunidade de – se quiserem – voltar a uma vida normal, o Estado nem precisará combater diretamente as facções criminais”.
Policial militar responsabiliza judiciario pela crise nas prisões
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