Felipe Uhr
Representantes dos bairros Praia de Belas e Cristal junto ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano e Ambiental de Porto Alegre (CMDUA), prometem elevar o tom das discussões neste mês, caso os vereadores coloquem em votação o projeto de lei que define novos limites para os bairros. Em disputa, o Pontal do Estaleiro.
A definição sobre a que bairro vai pertencer essa área nobre da cidade, à beira do Guaíba, tem provocado discussões desde que o PL foi protocolado na Câmara Municipal, em novembro de 2013. Ninguém admite, mas acredita-se que as contrapartidas que o empreendedor deverá executar sejam o motivo da polêmica. Essas ações normalmente representam melhorias urbanísticas no bairro.
A arquiteta Gladis Weissheimer, coordenadora do projeto na Secretaria Municipal de Urbanismo(SMURB), diz que, inicialmente, o Pontal passaria a pertencer ao bairro Cristal (Região 5), mas os conselheiros e delegados do Praia de Belas (Região 1) não aceitaram . “Como nunca houve um consenso sobre isso, prevaleceu o traçado atual, permanecendo com o Praia de Belas”, explica.
O conselheiro Alan Furlan, da Região 1, argumenta que ele e seus colegas defenderam desde o começo que o pontal não virasse um condomínio residencial. “Na época do plebiscito popular foram os nossos delegados que se engajaram contra isso”, diz. “Além disso, nós já discutimos há bastante tempo com a Prefeitura e com o empreendedor sobre os impactos do empreendimento”, completa.
Para o representante da Região 5, conselheiro Paulo Jorge Amaral, é inadmissível que o Pontal não pertença ao bairro Cristal. “Nós queremos discutir o planejamento da cidade e tentaremos junto aos vereadores da Comissão de Urbanismo , Transporte e Habitação (CUTHAB), uma emenda que garanta o Pontal no bairro.
Para o vereador Márcio Bins Ely (PDT), ex-secretário do Planejamento, a discussão sobre limites de bairros já foi feita e o projeto tem que ser votado com urgência depois do recesso. “Fizemos muitas audiências públicas sobre esse assunto, não há mais tempo, pois isso ainda prejudica a cidade”, entende o parlamentar. Ele acredita que as discussões como essas devem ser feitas depois e vê com normalidade a proposição de emendas que alterem alguns limites. “É um direito de qualquer vereador e pode ser feito”.
Bins Ely sugere que possíveis emendas sejam avaliadas em plenário, já que ainda não são uma realidade. “Primeiro vamos votar o projeto e depois analisar uma a uma (as emendas) porque antes não dá para fazermos suposições.”
Pontal do Estaleiro vira disputa entre bairros
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