
Pça da Cia Stravaganza disputa o prêmio (Foto: Vilmar Carvalho/Divulgação)
Naira Hofmeister
Sete jurados escolherão destaques entre os representantes gaúchos no 13º Porto Alegre em Cena. O melhor espetáculo vai receber um prêmio de R$ 20 mil, enquanto que os escolhidos para Ator, Atriz e Diretor, levam, cada um, R$ 3 mil. “Isso não é um prêmio pequeno e também não é só um troféu de mérito: a gente reconhece o mérito através de premiação financeira”, aplaude o coordenador do festival, Luciano Alabarse.
Além das premiações em dinheiro, decididas pelo júri de jornalistas brasileiros e um representante da petroquímica, haverá votação popular, que vai eleger a melhor peça na opinião do público. Em cada teatro serão distribuídas cédulas onde a platéia pode dar sua nota ao espetáculo local assistido.
O troféu Braskem Em Cena será lançado nessa quarta-feira, 26 de julho, às 19h, no Solar Paraíso, a casa do Porto Alegre em Cena, que estará toda decorada com faixas e cartazes da nova premiação.
A artista plástica Arminda Lopes vai desenvolver o visual do 1º Troféu Braskem Em Cena, que será entregue aos vencedores na noite de encerramento do 13º Porto Alegre em Cena, dia 18 de setembro no Theatro São Pedro.
Para Alabarse, a novidade não desvia o papel do festival, de trazer atrações internacionais e nacionais, mas sim reconhece o valor da produção gaúcha no teatro. “O dinheiro gera a possibilidade de investimento no próprio trabalho. Com isso, qualifica o estágio atual da produção cênica local, que já tem uma qualidade que pode ser reconhecida”.
Dez espetáculos foram selecionados
Concorrem ao prêmio os espetáculos gaúchos selecionados para o festival: “Foram mais de 50 inscritos e, da salada de pessoas e pensamentos diferentes da curadoria, selecionamos esses dez”, relata Alabarse.
São sete espetáculos adultos, dois de dança e um infantil. A diversidade de temas é uma marca. Do tradicional teatro europeu, vem Sonho de uma Noite de Verão, montagem de Patrícia Fagundes para o clássico sheakespeariano.
Também com técnicas inovadoras do velho mundo, Larvárias, dirigido por Daniela Carmona, trabalha com máscaras brancas, ‘intermediários que contém o homem e o bicho’, segundo a sinopse. O espetáculo não tem texto, mas conta com trilha sonora executada ao vivo e a participação de Adriana Deffenti, considerada revelação gaúcha na música.
Há ainda espaço para o chileno Ramón Grifero, que tem uma peça sua montada no Brasil pela primeira vez, dirigida por Adriane Motola, da Cia Stravaganza. O texto Teus Desejos em Fragmentos se dedica às ambições humanas contemporâneas, através da memória de um homem à beira da morte.
Júlio Conte participa do festival com O Rei da Escória, peça que trata sobre loucura e psicanálise. Outras veteranas que estarão no palco do Porto Alegre em Cena são Sandra Dani e Liane Venturella, que apresentam Calamidade, dirigidas por Cláudia de Bem. Além desses, o recente Sobre Anjos e Grilos, onde Déborah Finocchiaro, dirigida por Jessé Oliveira, traça um panorama sobre o universo do poeta Mario Quintana.
Os espetáculos de dança também se mostram diversos. Nelson Rodrigues conduz a coreografia de Alessandra Chemello para Não se pode amar e ser feliz ao mesmo tempo. Luciane Coccaro dirige o Sexteto Cia de Dança no ritmo de Mário Lago e Santo Agostinho, no espetáculo Tempo que Resta. Para os pequenos, O Hipnotizador de Jacarés, dirigido por Dilmar Messias, reserva um universo de diferentes técnicas para palhaços.

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