Posto Modelo quer dobrar atendimentos no Saúde da Família

Matheus Chaparini
A equipe da Estratégia de Saúde da Família (ESF) que atua no Centro de Saúde Modelo (av. João Pessoa) solicitou à Secretaria Municipal de Saúde a contratação de mais dois profissionais a fim de que possa dobrar o número de pacientes atendidos pelo programa.
Mais um médico e um técnico de enfermagem seriam suficientes para criar uma segunda equipe da ESF, possibilitando aumentar para no mínimo sete mil pessoas cadastradas. Hoje, a única equipe está sobrecarregada, segundo a coordenadora da ESF do Posto Modelo, a enfermeira Danielle Calegari.
“Trabalhamos com uma equipe ampliada para atender adequadamente a população, mas podemos aumentar muito mais os atendimentos”, explica a enfermeira.

Danielle entre as colegas Gabriela Colares e Ana Pereira / Foto Divulgação
Danielle entre as colegas Gabriela Colares e Ana Pereira / Foto Divulgação

Hoje, a equipe é composta por 18 profissionais: dois médicos, sendo um de 20h e outro de 40h, dois enfermeiros, três técnicos de enfermagem, oito agentes de saúde e uma equipe de odontologia com três profissionais. São atendidos 4.200 pacientes, quando o teto seria de 3.500.
A região de atuação da equipe compreende as avenidas Azenha, Ipiranga e Princesa Isabel, a Vila Planetário e o Condomínio Princesa Isabel, que é considerada de maior vulnerabilidade dentro do território atendido pelo posto.
Com a criação de uma nova equipe, o número pessoas atendidas poderia passar de sete mil.
Na Secretaria da Saúde, as informações divergem da equipe do posto Modelo. A vice-presidente do Instituto Municipal da ESF, Nina Ceolin, diz que o pedido para a criação da segunda equipe já foi atendido há seis meses.
“Uma equipe necessita de um médico, um enfermeiro, um técnico de enfermagem e dois agentes comunitários e há profissionais lá suficientes para duas equipes”, garante Nina.
No site da prefeitura, a informação é de que, além do médico, são necessários dois técnicos de enfermagem e de três a seis agentes.
Moradores foram excluídos
No final de 2012, o Posto Modelo criou uma segunda equipe de Saúde da Família. Mais de três mil pessoas foram cadastradas, mas, logo em seguida, excluídas do Programa. Eram moradores das ruas Laurindo, Santana, Sebastião Leão, Olavo Bilac, Venâncio Aires e Lobo da Costa.
A enfermeira Danielle diz que que o cancelamento desgastou todos envolvidos no processo.
“O cadastramento é feito de porta em porta, é muito trabalhoso para a equipe. Depois, os moradores ficaram contando com o atendimento. Até hoje as pessoas reclamam muito”, afirma.
O Programa de Saúde da Família é vinculado ao Ministério da Saúde e gerenciado pelos municípios. Esse sistema de atendimento se diferencia dos serviços oferecidos nas unidades básicas de saúde. Os agentes comunitários visitam as casas acompanhando principalmente pacientes crônicos, acamados, gestantes e crianças de até dois anos. O atendimento é mais acessível, o paciente consegue marcar consulta de um dia para o outro, sem precisar entrar em fila. Também há mutirões em praças e outros espaços públicos.
Equipe presta atendimento na rua Prof Freitas e Castro / Foto Divulgação
Equipe presta atendimento na rua Prof Freitas e Castro / Foto Divulgação

A equipe do Posto Modelo organiza ainda grupos de caminhadas na Redenção, grupo para gestantes e uma roda de conversa focada na saúde mental. Uma vez por mês a equipe vai para a rua desenvolver atividades em cada uma das oito microrregiões que formam o território atendido.

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