O vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, pediu que seja desconsiderado o texto da minuta de decreto municipal que restringia a atividades dos artistas de rua. Melo afirmou que o texto era apenas um ponto de partida e garantiu que “não teremos uma saída arbitrária. Queremos encontrar um consenso.” Ele espera fechar um acordo dentro de 30 dias.
A minuta, enviada pelo seu gabinete aos vereadores, foi discutida na última terça-feira em reunião na Câmara de Vereadores com a presença de diversos artistas e entidades representativas. A repercussão entre a classe artística foi grande, e o decreto foi considerado um retrocesso. Na reunião foi pedida a criação de um Grupo de Trabalho para discutir o tema.
O decreto regulamenta a lei 11.586, de 5 de março de 2014. O texto original obrigava os artistas a pedirem autorização prévia para suas atividades, impedia que comercializassem seus materiais e proibia o uso de instrumentos percussivos e amplificadores no Centro Histórico e em praças e parques da capital.
A vice-coordenadora geral da Associação dos Músicos da Cidade Baixa (AssoMCB), Patricia Mello, disse que a prefeitura estava “agindo de forma arbitrária retrocedendo direitos conquistados e garantidos na nossa lei maior.” A entidade lançou uma nota de repúdio na terça-feira.

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