
Prefeitura propôs reajuste de 33% para médicos iniciantes, com jornada de 40 horas (Foto: Diego Castro/Divulgação)
Helen Lopes
A paralisação dos médicos que atuam no Programa Saúde da Família (PSF) em Porto Alegre, marcada para esta segunda-feira, 25 de setembro, foi cancelada porque a Prefeitura apresentou proposta de aumento salarial para os profissionais.
De acordo com a representante dos 82 médicos do PSF na Capital, Adriana Rojas, a mobilização havia sido aprovada numa reação à ausência de iniciativa da administração municipal às reivindicações dos médicos. “Mas como houve o início da negociação, resolvemos não parar”, justificou Adriana.
Em reunião, na tarde desta segunda-feira, na sede do Sindicato Médico do RS (Simers), o coordenador da Rede de Atenção Básica da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Inélio Figleski, propôs reajuste de 33% para os profissionais iniciantes no PSF, com jornada de 40 horas semanais.
O salário básico dos médicos passaria de R$ 3.800 para R$ 4.500, com um incentivo de R$ 600 para quem possui especialização em Medicina de Família e Comunidade. “O objetivo da Secretaria é diminuir a diferença entre os contratos novos e antigos”, destacou Figleski.
Para Adriana, os valores ainda estão abaixo do esperado, mas há a expectativa de compor um reajuste mais próximo aos salários do interior, que são em média de R$ 7 mil. “A Secretaria reconhece que a valorização dos profissionais evita o sucateamento dos PSFs, pois muitos médicos acabam desistindo do programa”, disse Adriana.

Adriana: “Enfoque do Saúde da Família é avaliação e acompanhamento da comunidade” (Foto: Helen Lopes/JÁ)
Conforme a vice-presidente do Simers, Maria Rita de Assis Brasil, a rotatividade dos profissionais, em Porto Alegre, é uma dos maiores do País.
A proposta será debatida pelos médicos nesta quarta-feira, 27 de setembro, e uma contra-proposta deve ser apresentada num novo encontro, na sexta-feira 29, na sede da Fundação de Apoio a UFRGS (FAUFRGS), responsável pelo pagamento dos salários.

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