Matheus Chaparini
Faltam R$ 237 milhões para a conclusão das chamadas obras da copa. O anúncio foi feito pela prefeitura em uma coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira, na sede da SMOV. O quadro apresentado apresentado foi pouco animador.
Das 19 obras, sete foram concluídas, dez estão em andamento e duas ainda não iniciaram – trincheira da Plínio Brasil Milano e segundo trecho da Voluntários da Pátria.
Das que teoricamente estão em andamento, há obras paradas, como a avenida Tronco e a trincheira da Anita Garibaldi. As demais, caminham a passos lentos, ou, como definiu o engenheiro Rogério Baú: “não seguem o cronograma estabelecido.”
Os principal entrave para a conclusão das obras é financeiro. Deste valor, R$ 45 milhões são dívidas e o restante é parte do saldo a pagar. Dos R$ 640 milhões, custo total das obras, já foram pagos R$ 359 milhões.
Participaram da coletiva os secretários municipais de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Elizandro Sabino, da Fazenda, Leonardo Busatto, e técnicos da prefeitura.
Prefeitura não tem cronograma
A prefeitura ainda não tem uma previsão de retomada do andamento normal das obras ou um cronograma de trabalho. A partir deste levantamento, deve ser construído um plano de trabalho e um cronograma de pagamento. Na próxima semana, os secretários devem se reunir com o prefeito Nelson Marchezan Júnior para tratar do assunto.
Será realizada também uma reunião com a Caixa, para buscar um novo financiamento para quitas as dívidas que dizem respeito ao Município, em função dos atrasos.
As prioridades da prefeitura devem ser as obras da Ceará e da Tronco. A trincheira da avenida Ceará está 90% concluída e a previsão é de que seja concluída em 4 meses, a partir da retomada do ritmo normal.
O caso da Tronco é mais complexo. É a obra menos avançada, com cerca de 30% de andamento, e a previsão da prefeitura é que dure mais dois anos, a partir da retomada. Já foram pagos R$ 38 milhões, faltando para a conclusão mais R$ 112 milhões.
Além do dinheiro, desapropriações e a reassentamentos
Além da situação financeira, algumas obras esbarram em questões jurídicas. No caso da Tronco, a dificuldade é em relação ao reassentamento das famílias que têm suas casas no traçado previsto da avenida. Segundo a prefeitura, das 1.525 famílias que precisariam ser removidas em função das obras, hoje restam 193. Há ainda casos de famílias que não querem deixar o local.
Na Voluntários da Pátria faltou dinheiro para pagar as desapropriações. O primeiro trecho da avenida, do viaduto da Conceição até a Ramiro Barcelos, já está praticamente pronto, 94% concluído. Porém, no segundo trecho, da Ramiro até a Sertório, as obras ainda nem começaram. A prefeitura afirma que os R$ 20 milhões previstos para as desapropriações foram gastos no primeiro trecho. O valor estimado para a obra do segundo trecho é de R$ 43 milhões.
Atrasos geraram dívidas
O custo das obras é pago através de financiamento da Caixa, porém, as dívidas são de responsabilidade do Município. São R$ 45 milhões em dívidas que a prefeitura afiram não ter dinheiro para pagar. O secretário da Fazenda, Leonardo Busato, afirmou que a maior parte deste montante diz respeito a reajustamentos. “A Caixa disse que não vai pagar a inflação das obras”, afirmou.
Parte deste valor, cerca de R$ 20,5 milhões, são pagamentos atrasados das obras já concluídas, outros R$ 24,5 milhões são das obras em andamento.
A prefeitura estuda duas linhas de atuação. A primeira é tentar que a Caixa a parte da dívida referente aos reajustamentos, alegando que o problema financeira vivido pelo Município não é isolado da situação das demais cidades que também enfrentam dificuldades com a sobras da Copa.
Outra medida é tentar negociar a dívida com as empresas. Um leilão das dívidas, onde quem aceitar uma melhor negociação para a prefeitura seja pago primeiro, é uma possibilidade.
Se estas medidas não funcionarem, a prefeitura afirma que não tem estimativa de quando terá o dinheiro disponível.
Prefeitura precisa de R$ 237 milhões para concluir obras da Copa
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