Marchezan desistiu do projeto que acabava com o reajuste automático dos servidores municipais. O Governo não conseguiu os votos que precisava para aprovação da matéria.
Servidores municipais lotaram as galerias da Câmara para protestar contra a medida. O texto condicionava o reajuste anual dos vencimentos dos servidores à disponibilidade orçamentária do Município.
Em meio à sessão que deveria votar a proposta do Executivo, o líder do governo na Câmara, vereador Claudio Janta (Solidariedade), anunciou a retirada do projeto. Antes disso dois requerimentos, um do próprio Janta, e outro da vereadora Monica Leal, que pediam o adiamento da votação, foram reprovados, um em plenário outro pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
Janta lamentou o acontecido: “Quem perdeu hoje foi a cidade de Porto Alegre. O governo está sendo transparente, não há dinheiro” declarou o vereador, que também alegou que a reposição automática implicará em R$ 90 milhões anuais aos cofres municipais.
A vereadora Fernanda Melchionna (PSol), líder da oposição, comemorou o fato: “Foi uma vitória da categoria, construída entre os vereadores da oposição e do bloco independente, que iriam derrotar o projeto” .
A retirada do PLE foi aprovada por unanimidade.
O governo vinha enfrentando dificuldade para obter maioria em relação a este projeto. Com 10 votos que já tinha da base de vereadores o prefeito precisava de mais oito votos, para atingir os 19 necessários para a aprovação.
O projeto, que alterava a política salarial em vigor desde 2005, precisava ser votado até esta quarta-feira, 31.
Para o governo, a decisão comprometerá os investimentos em serviços básicos oferecidos ao cidadão, além de impedir a conclusão de obras pela cidade.
Prefeitura retira projeto que acabaria com reajuste automático de servidores
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