Árvores caídas: dez mil toneladas foram recolhidas depois do temporal

Quase dez mil toneladas de galhos e árvores foram recolhidos em Porto Alegre, desde o temporal que atingiu a cidade no dia 29 de janeiro.
Este é o número fornecido pelo secretário da SMAM, Mauro Moura, dando por concluído o recolhimento emergencial.
Ainda restam árvores caídas na Redenção e em outros locais, mas o secretário garante que não oferecem risco à população e serão recolhidas na medida do possível.
Agora, o trabalho da prefeitura vai focar na análise dos cerca de 1.500 vegetais danificados.
Técnicos vão avaliar, um por um, para saber quais podem ser recuperados e quais precisarão ser substituídos. Moura estima que a análise esteja concluída em 3 ou 4 meses.
De qualquer forma, as mudas só podem ser plantadas a partir de maio.
“Sempre que houver ventos acima de 100km/h vão cair árvores. Não existe ação preventiva para isso, a Smam faz a manutenção”, afirma o secretário.
Questionado sobre o manifesto dos técnicos da Smam que denunciou, entre outros pontos, a falta de pessoal, o secretário afirmou que o trabalho de rua não será mais realizado pela secretaria.
Para o serviço serão contratadas empresas terceirizadas – outra crítica dos técnicos. Segundo Moura, a secretaria está há um ano tentando fazer licitação. “Mas as empresas estão arrepiando do edital, não estão atendendo às condições”
Árvores continuam caindo

Na semana passada, árvore caiu na rua Fernandes Vieira, deixando moradores sem luz / Foto Ana Júlia Possamai
Na semana passada, árvore caiu na rua Fernandes Vieira, deixando moradores sem luz / Foto Ana Júlia Possamai

Fomos alertados pela leitora Ana Julia Possamai de que na madrugada de 3 de março uma árvore caiu na rua Fernandes Vieira, entre a Vasco da Gama e a Castro Alves.
Os moradores foram acordados com o barulho da árvore caindo, dos fios estourando e muita faísca no disjuntor da rua. Durante algumas horas, a rua ficou sem luz.
Na noite anterior, um galho de outra árvore da mesma quadra já havia caído. “Por enquanto só limparam os galhos e cortaram as árvores caídas no último temporal. Imagino que outras várias ainda venham a cair, pois não fizeram uma avaliação”
Ana Julia explica que há uma preocupação por parte dos moradores e a intenção de cuidar das árvores, mas sem o auxílio da prefeitura, fica difícil.
“É uma tristeza muito grande, pois gostaríamos de cuidá-las, mas como cuidar com esse tamanho enorme? Como manter os galhos altos, que estão tomados de praga? Como saber que as raízes estavam podres?”, lamenta a leitora.

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