Prisão de Sérgio Cabral torna explosiva a situação no Rio

A prisão do ex-governador Sérgio Cabral na manhã desta quinta-feira, 17, torna explosiva a situação no Rio de Janeiro, onde o governo do Estado enfrenta desde ontem manifestações violentas contra um pacote de medidas impopulares em votação na Assembléia Legislativa.
A Polícia Federal bateu na casa de Cabral às 6h da manhã, com dois mandatos judiciais, um do juiz Marcelo Bretas, do Rio de Janeiro, outro do juiz Sérgio Moro, que comanda a Operação Lava Jato a partir de Curitiba.
O ex governador foi apontado nas delações premiadas do empresário Fernando Cavendish e de dirigentes das empreiteiras  Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia, como o líder de um grupo que desviou cerca de R$ 224 milhões em contratos de diversas obras, entre elas a reforma do Maracanã, para a Copa de 2014..
Os agentes da polícia federal que conduziram Cabral tiveram que usar spray de pimenta para dispersar manifestantes, que gritavam “ladrão, ladrão”.  Além de Cabral, outras nove pessoas foram presas esta manhã no Rio.
A prisão de Cabral, que se soma à de Antony Garotinho, também ex-governador do Rio, preso no dia anterior, acusado de comprar votos, vai esquentar as manifestações marcadas para a tarde de hoje, quando os deputados seguem a discussão do pacote de arrocho ao funcionalismo, que já está recebendo os salários com atraso.
No primeiro dia de votação, houve confronto da policia militar com os manifestantes que tentavam invadir a Assembléia. Cinco pessoas sairam feridas (quatro homens do Batalhão de Choque e um bombeiro), segundo informação da GloboNews. Os manifestantes chegaram a derrubar a grade instalada na frente da Assembléia durante o feriado.
Os protestos foram marcados também por agressões a jornalistas, entre eles o repórter Caco Barcellos, da Rede Globo, que foi hostilizado e atingido na cabeça por um cone de sinalização e teve que sair escoltado sob os gritos de “golpista, golpista”.
As agressões ao repórter refletem uma rejeição crescente à atuação da imprensa nos últimos eventos políticos, principalmente a Rede Globo, que teve papel decisivo no processo que culminou com a queda da presidente Dilma Rousseff e mantém uma cobertura hostil ao ex-presidente Lula.
Um estudo do sociólogo e cientista político João Feres Junior divulgado ontem esquentou ainda mais os ânimos. Feres Junior analisou as transmissões do Jornal Nacional da Globo entre dezembro de 2015 e agosto deste ano e concluiu que nesse período o JN divulgou um total de 13 horas de noticiário negativo em relação a Lula. Foram 185 noticias negativas, 71 neutras e apenas uma favorável ao ex-presidente.
 
 

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