A prisão e tentativa de incriminar nosso repórter não é um fato isolado na história do JÁ. Tampouco é uma exclusividade do JÁ.
Enfrentar absurdos, como esse, é situação rotineira para a maioria dos pequenos veículos, que encontram limitações para obter informações, restrições no acesso às verbas, discriminação das agências de propaganda e descaso do poder público.
Um jornal independente, pequeno, não se pode dar ao luxo dos grandes grupos, onde notícias chegam de todos os lados: a polícia faz questão de lhes dar notícias em primeira mão, a Brigada avisa das batidas, os leitores mandam as fotos, os políticos mendigam um espacinho. Nesse ambiente se desenvolve um “jornalismo passivo”, uma pauta que vem de fora.
Isso tem muitas vantagens, mas um grave inconveniente: acomodação às fontes oficiais que, por mais idôneas que sejam, não podem ser as únicas quando se trata de saber o que realmente aconteceu.
O caso do repórter Matheus Chaparini é exemplar. Os jornalistas que cobriam a invasão estavam todos lá onde a BM determinou.
Olhando as imagens, lembrei dos tempos de Médici quando os repórteres ficavam num brete, a uma prudente distância das autoridades.
Prisão não é fato isolado
Escrito por
em
Adquira nossas publicações
texto asjjsa akskalsa

Deixe um comentário