O Cpers/Sindicato mantém a prática de fazer protestos em frente aos locais onde moram os governadores do Estado. Foi assim com Yeda Crusius em 2009 e com Tarso Genro em 2013. Essa sexta-feira chegou a vez do atual governador, José Ivo Sartori. Cerca de 100 professores foram na avenida Diário de Notícias, na zona sul de Porto Alegre, ao condomínio onde Sartori reside e das oito às dez horas, manifestaram-se contra o governador, que não estava no local. Uma viatura da Brigada Militar acompanhou à distância.
O episódio em frente à casa da ex-governadora Yeda Crusius terminou com intervenção da Brigada Militar, seis pessoas presas e repercussão nacional. Ela foi para a porta de sua residência, exibiu os netos, acusou os professores de torturadores e teve uma mídia muito negativa por seu comportamento.
Com o ex-governador Tarso Genro também houve um pouco de tumulto. O Cpers acusou a Brigada Militar de atuar com violência contra os cerca de 70 professores que estiveram na casa de Genro que, no momento do protesto, não estava no local, pois participava de um encontro com servidores da Corag.
No protesto contra o governo Sartori nessa sexta feira, os professores incluíram os ataques dos governo Temer e Sartori contra direitos trabalhistas. A categoria está em greve desde o dia 15 de março e no próximo dia 31 faz assembleia geral para decidir os rumos da paralisação.
“A comunidade precisa saber o que o governador está fazendo com o nosso Estado. Não temos segurança, nem investimentos em educação. Continuamos com nosso salário e 13º parcelados, um desrespeito aos nossos direitos. Hoje, fizemos um ato representativo para mostrar ao governador que estamos atentos e mobilizados e não permitiremos nenhum retrocesso”, destacou o segundo vice-presidente do Cpers, Luiz Veronezi.
No próximo dia 28 os professores iniciarão uma vigília na Praça da Matriz para pressionar os deputados a votarem contra as medidas do pacote do governo . Além dos educadores, a mobilização irá contar com integrantes do Movimento Unificado dos Servidores – MUS.
Segundo o Cpers, a resistência dos professores e demais servidores na Praça da Matriz, em 2016, fez com que o governo recuasse, retirando a PEC 257, que apaga o artigo 35 da Constituição e obriga o Estado a realizar o pagamento no último dia do mês; a PEC 242, que trata da licença-prêmio; e a PEC 256, que pretende acabar com a organização sindical (licença para atuar nos sindicatos).
Professores do Estado protestam em frente à residência de Sartori
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