Segue o impasse entre Prefeitura e os professores da rede municipal. Através de um decreto, o Prefeito Nelson Marchezan Júnior determinou que, a partir do próximo ano letivo, que começa no próximo dia 6, sejam cinco períodos de 45 minutos diariamente e, durante as reuniões, os alunos fiquem com o professor auxiliar.
Nesta última quarta-feira, professores lotaram as galerias da Câmara de Vereadores para pedir ao secretário da SMED (Secretaria da Municipal da Educação), Adriano Naves Brito, presente na casa, a revogação do decreto. Sob vaias, Brito explicou como funcionará o novo cronograma.
Os professores realizam assembleia às 9h desta sexta-feira na Igreja Pompeia.
Governo e Sindicato divergem sobre decreto
“Os alunos terão aumento de 27,8% (três horas e 45 minutos) do tempo em sala de aula com os professores. Já a carga horária dos professores terá ajuste de apenas 1,27% (15 minutos) a mais por semana. É uma organização da rotina onde o aprendizado é a prioridade”, defendeu Adriano na tribuna. A Prefeitura alega também que o novo cronograma permitirá que o aluno fique mais tempo com o professor.
A Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre (ATEMPA) discorda. “Não é verdade que vamos ter mais tempo com os alunos. O cronograma traz problemas na jornada de aprendizado”, disse em entrevista a reportagem do Já uma das diretoras da Associação, Juliane de Paula Mazui.
Uma Assembleia geral dos professores na Igreja Pompéia irá decidir os rumos da categoria. Um estado de greve não está descartado. “Vamos avaliar o que o Secretário disse ontem, o certo é que não temos condições de começar o período letivo com esse novo cronograma”, completou Juliane.
A Assembleia também ira pautar o assunto da reunião entre ATEMPA e SMED marcada para a próxima terça-feira, dia 7. Na câmara, o secretário disse estar aberto ao diálogo e pediu que as escolas apresentem suas demandas à secretaria. “Nos faltam informações precisas sobre os recursos humanos. Estamos preparados para o processo, mas ainda não recebi nenhuma proposição concreta por parte do sindicato”.
Professores realizam assembleia nesta sexta para discutir impasse com a prefeitura
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