Programa Cidades Sustentáveis traz novas metas aos gestores públicos

Dez oficinas temáticas abriram ontem a 13ª edição do Programa Cultivando Água Boa, evento promovido pela Itaipu Binacional e parceiros de 29 municípios que fazem parte da iniciativa socioambiental.
Ainda pela manhã, duas apresentações culturais deram as boas vindas a um grande público – cerca de duas mil pessoas – que, em seguida, dividiu-se para assistir as atividades.
Com as salas muito concorridas, algumas nem fecharam suas portas para que pudessem ser dispostas cadeiras no lado de fora das salas. A oficina Cidades Sustentáveis e Eficiência Energética foi uma delas. Reuniu cinco palestrantes para tratar de dois temas.
A coordenadora de Mobilização do Programa Cidades Sustentáveis, Zuleica Goulart, falou sobre a nova plataforma do programa, que incorpora os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aprovado pela ONU, e o Guia GPS – Gestão Pública Sustentável, e será lançada no dia 6 de abril.
O Programa Cidades Sustentáveis é uma iniciativa da sociedade civil, hoje mantida por três entidades: a Rede Nossa São Paulo, Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis e o Instituto Ethos. Propõe o levantamento de indicadores sociais, econômicos, políticos, ambientais e culturais para a elaboração de um diagnóstico detalhado das cidades, a fim de facilitar o planejamento e gestão pública municipal.
Zuleica explicou que a plataforma contém doze eixos temáticos para gestão municipal. São eles: Governança, Bens Naturais Comuns, Equidade, Justiça Social e Cultural de Paz, Gestão Local para a Sustentabilidade, Planejamento e Desenho Urbano, Cultura para a Sustentabilidade, educação para a Sustentabilidade e qualidade de Vida, Economia Social Dinâmica, Criativa a Sustentável, Consumo Responsável e Opções de Estilo de Vida, Melhor Qualidade, Menos Tráfego, Ação Local para a Saúde, Do local para o Global.
O novo Guia GPS reúne 17 macro objetivos e 169 metas, uma seção sobre meios de implementação e de parcerias globais, e um arcabouço para acompanhamento e revisão. Todos com o propósito de acabar com a pobreza até 2030 e promover universalmente a prosperidade econômica, o desenvolvimento social e a proteção ambiental.
Fonte de informação para planejamento, gestão e tomada de decisões na administração pública, a publicação visa ainda contribuir para a capacitação de gestores públicos municipais e organizações da sociedade civil em diversas cidades brasileiras, para implementarem indicadores e planos de metas que contemplem o desenvolvimento sustentável.
O diretor de Coordenação e Meio Ambiente da Itaipu Binacional, Nelton Friedrich, falou sobre as práticas ambientais locais e a necessidade de engajamento de todos na sociedade. “Cidade sustentável implica em entender, por exemplo, que 70% das emissões de CO2 acontecem nas cidades, e são estas mesmas que consomem 70% de toda energia produzida. E para que as cidades brasileiras possam atingir as metas assumidas na COP-21, quanto à redução da emissão dos gases efeito estufa, é preciso que as metas sejam amenizadas, na indústria, no comércio, nas residências, é preciso estabelecer uma responsabilidade compartilhada, uma agenda de interesse comum”, destacou.
Friedrich lembrou que o Brasil estabeleceu que 90% das emissões dos gases efeito estufa correspondem a cinco questões: uso da terra, energia, agroindústria, resíduos de toda ordem e desmatamento da Amazônia. A meta do Brasil é reduzir 43% das emissões. “Então é preciso haver uma mudança de mentalidade, de cultura, porque o nome dessa agenda é ‘transformando o mundo’”, completou.

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Comentários

Uma resposta para “Programa Cidades Sustentáveis traz novas metas aos gestores públicos”

  1. Avatar de Aurélio Barbato
    Aurélio Barbato

    Zuleica explicou que a plataforma contém doze eixos temáticos para gestão municipal. São eles: Governança, Bens Naturais Comuns, Equidade, Justiça Social e Cultural de Paz, Gestão Local para a Sustentabilidade, Planejamento e Desenho Urbano, Cultura para a Sustentabilidade, educação para a Sustentabilidade e qualidade de Vida, Economia Social Dinâmica, Criativa a Sustentável, Consumo Responsável e Opções de Estilo de Vida, Melhor Qualidade, Menos Tráfego, Ação Local para a Saúde, Do local para o Global.

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