Projeto bilionário valoriza duas empresas que Sartori quer privatizar

A Copelmi Mineração apresentou ao governador Ivo Sartori um projeto para instalar um parque carboquímico no Rio Grande do Sul, com investimento de  4,4 bilhões de dólares (mais de R$ 13 bilhões).

Pioneira na exploração do carvão mineral no Brasil, a Copelmi fornece mais de 80% do carvão de uso industrial no país – mantém a concessão de mais de 3 bilhões de toneladas de carvão mineral.

O alvo imediato do novo projeto é a produção de gás, que tem um potencial de mercado enorme no Estado.
O diretor da Copelmi, Roberto de Faria, disse que a intenção é vender 1,5 milhão de metros cúbicos por dia para a Sulgás, que permitiria quase dobrar a oferta de gás no Estado.
O diretor da Copelmi garante que o gás extraído do carvão local teria preço menor do que o gás natural que vem da Bolívia.
A empresa desenvolve o projeto desde 2014 e tem como parceiro um grupo coreano que deve participar com 30% no investimento. A intenção é começar a construção em 2018, com prazo de três anos para conclusão da obra.
O gás de que o Rio Grande do Sul hoje dispõe vem da Bolívia, mas está limitado às dimensões do gasoduto, que tem mais 3 mil quilômetros de extensão, mas não dá vazão a mais do que 2,8 milhões de metros cúbicos por dia.
Além disso, o contrato para fornecimento do gás, entre a Petrobrás (que tem 49% da Sulgás) e o governo boliviano, termina em 2019.
A Sulgás   atende hoje mais de 11 mil clientes, entre residências, comércios, indústrias, usinas térmicas – mas o potencial, segundo projeções da própria empresa, vai a mais de 100 mil clientes.
A Sulgás estima que a demanda por gás no Estado em dez anos pode chegar a 10 mil metros cúbicos por dia.
Hoje, se não houvesse o gargalo do gasoduto boliviano, o Rio Grande do Sul estaria consumindo 5 milhões de metros cúbicos diários, o dobro do consumo atual.
Além da Sulgás, que seria a distribuidora desse gás extraído do carvão, a Companhia Riograndense de Mineração (CRM), detentora das maiores e mais acessíveis reservas carboníferas do pais, seria valorizada com a ampliação do mercado.
Ambas as empresas,  Sulgás e CRM, são controladas pelo governo do Estado e estão na lista de privatizações que faz parte do “ajuste fiscal” promovido pelo governo de Ivo Sartori.

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Comentários

6 respostas para “Projeto bilionário valoriza duas empresas que Sartori quer privatizar”

  1. Avatar de Gabriel Ribeiro Senise
    Gabriel Ribeiro Senise

    Parabéns Sartori!

  2. Avatar de Rogerio
    Rogerio

    Mas então por que vender?

  3. Avatar de Marcello
    Marcello

    E a propina que o governo vai ganhar com essas privatizações….

  4. Avatar de lcpassosf
    lcpassosf

    Qual é mesmo o partdo da besta?
    Preste bem a atenção, pois coincidentemente esse partido sempre assume o poder e constata uma crise sem precedentes, a qual só pode ser aplacada com privatização, retirada de direitos de trabalhadores e desmantelamento do Estado. Passado o governo eles desaparecem e vão curtir o resultado da entrega do estado à iniciativa privada. E o estado? Ficou pior, claro.

  5. Avatar de SANDRA
    SANDRA

    Algumas informações não estão corretas nesta reportagem… O gasoduto da Bolivia tem capacidade maior que o consumo atual de gás natural no RS, ou seja, o gasoduto não é um gargalo. Além disso, o número de clientes da Sulgás é muito maior do que diz a reportagem, são cerca de 35 mil clientes.

  6. Avatar de Ademir Martins
    Ademir Martins

    Não entendi, se a Crm é detentora das maiores reserva, e as reservas da Crm tem 1,8 biliões de tonelada e essas reservas são catalogadas, como que a copelme tem 3 Bilhões de tonelada, ou será que a copelme já tà contando com as reservas da Crm. Além do mais esse projeto de gasificação já tinha sido iniciado em 2012 pela antiga diretoria da Crm e abandonada nesse governo que vem destruindo com as estatais.

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