Uma comissão especial de vereadores apresentou ontem na Câmara Municipal o relatório que avaliou a possibilidade de restabelecimento da zona rural de Porto Alegre. A proposta é do Executivo municipal.
Uma nova lei permitirá que produtores rurais, já existentes na cidade, tenham acesso mais fácil ao crédito para agricultor e que produtores de granjas e chiqueiros obtenham a licença ambiental. O relatório é fruto de 90 dias de trabalho, desde que a comissão foi instaurada.
Segundo o relator, o vereador Engenheiro Comassetto (PT) há muitas falhas no projeto: “Não podemos assumir as responsabilidades do Executivo. Depois dessa pesquisa verificamos que existem muitas leis que não são cumpridas. O desafio é dar o alicerce com bom senso, legalidade e acordo político para que possamos construir emendas e acordo com o governo”, declarou.
O relatório aponta que muitas propriedades produtivas foram cortadas ao meio pelo zoneamento proposto e que a comissão entende que deveriam estar incluídas integralmente.
“De acordo com o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental (PDDUA), existe produção primária em todo o município; no zoneamento proposto como Zona Rural estão menos de 50% do total de produtores do município; portanto o conceito do Plano Diretor de área de produção primária continua existindo. Outro item é que o projeto não apresenta o relatório do impacto financeiro que a transferência tributária acarreta, nem as medidas de compensação tributária conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal”, disse o relator.
Comasseto apresentou uma série de itens para que o projeto vá à plenário, entre os quais destacou : 1) excluir do zoneamento rural proposto e todos os núcleos urbanos existentes, prioritariamente Chapéu do Sol, Francisca, Lami, Solaris, Lageado , Boa Vista, Muro Branco, Jesuíno , Beco Seco ,Parada 21, Araçá Extrema, Jardim Floresta, Sapolândia, Taquara, e Parque São Paulo. (aproximadamente 35 a 50 mil pessoas vivem ali segundo apresentação do relator.); 2) definir uma faixa ao longo das vias estruturadoras para manter as indústrias existentes, possibilitar a regularização de outras e propiciar a instalação de novas indústrias na região; 3) retirar do gravame da zona rural as áreas de interesse institucional existentes – estações de tratamento Belém e Lami e área da Fase, entre outras; 4) retirar do gravame da zona rural todos os outros projetos de lei já aprovados para a região: Boa Vista, Lageado, Jardim Floresta, Extrema e ocupação da Fase no Chapéu do Sol; 5) dado que vários projetos com finalidade urbanística estão tramitando na prefeitura, esta deve decidir se tais projetos terão continuidade ou não – no caso de terem continuidade, as áreas correspondentes deverão ser excluídas da zona rural proposta; 6) estão em tramitação na Câmara Municipal dois projetos de zoneamento distintos, o PLCE 007/2014 (da zona rural) e o PLCL 005/2015 (do Arado) – qual dos dois vale?; 7) incluir no zoneamento todas propriedades produtivas.
O parlamentar argumenta que somente com essas correções, feitas pelo Executivo, é possível que o projeto seja votado e estuda uma emenda caso isso não aconteça. “É melhor corrigirmos isso antes de aprovarmos do que aprovar e depois termos que corrigir isso” afirmou.
Órgãos dos poderes executivos municipal e estadual, associações e entidades de produtores rurais, moradores e vereadores que compõem a comissão, presentes na reunião, manifestaram-se a favor das conclusões apresentadas. Para o vereador e presidente da Comissão, Cassio Trogildo (PTB), o relatório não será empecilho para ser votado em plenário: “O projeto precisa ser aprovado mesmo sem essas correções”, defende.
Uma reunião interna ainda será feita para encaminhar o relatório final. A comissão pode mandar uma emenda que estabeleça que o próprio Executivo refaça essas alterações dentro de um prazo ainda não estipulado.
Projeto que restabelece Zona Rural em Porto Alegre apresenta falhas, segundo relator
Escrito por
em
Adquira nossas publicações
texto asjjsa akskalsa

Deixe um comentário